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Alta Temporada

Temporada de cruzeiros deve ser a maior dos últimos anos

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Os presentes na reunião também discutiram a temporada de navios 2022/2023, que deve ser a maior dos últimos anos no Estado. A temporada começa no dia 1 de dezembro, com a chegada do navio Costa Favolosa, da MSC, e segue até o dia 17 de abril de 2023, com a última escala do navio Costa Favolosa. Ao todo, o Porto de Maceió receberá 23 escalas de cruzeiros entre dezembro e abril. Os prejuízos causados pela pandemia aos poucos estão sendo superados. O setor turístico, um dos mais afetados pela doença, está retomando o fôlego de antes do período pandêmico. Os comerciantes das feirinhas de artesanato da Pajuçara e do Mercado da Produção apostam na alta temporada para alavancar de vez as vendas e esquecer os tempos ruins de meses atrás.

De acordo com um levantamento realizado pela Decolar, empresa líder em vendas de viagens no mundo, a capital alagoana é o 1º destino do Nordeste e o 3º do país mais procurado até dezembro de 2022. O aumento no número de voos com destino ao Estado também é um grande fortalecedor do turismo. Com isso, a entrada de turistas no estado é o pontapé que os feirantes estavam esperando para superar a crise. A comerciante Darcy Almeida disse que a expectativa dos feirantes da Pajuçara é grande para os próximos meses. Além do retorno dos turistas, o retorno dos eventos corporativos tem movimentado a orla de Maceió. “Tivemos agora um congresso e isso ajudou bastante no movimento. As pessoas participaram do evento e aproveitaram uma folga ou outra para vir conhecer nosso artesanato, comprar uma lembrancinha. Isso tem ajudado bastante esse período que antecede a alta temporada”. Ela comemora o fato de Maceió estar entre os estados mais procurados no quesito turismo. “Isso é muito bom para nosso comércio local, que depende muito do turismo. Estar entre os três destinos mais procurados é uma alegria para quem gosta de empreender. Acredito que pela primeira vez nós ultrapassamos o estado da Bahia, isso é uma vitória que nos alegra”. Por outro lado, a feirante Iraci Barros, afirma que muitos turistas têm reclamado da falta de dinheiro. “As pessoas passaram muito tempo dentro de casa e agora estão voltando, mas não estão em condições de gastar como antes. Eles aproveitam para viajar e priorizam gastar com os hotéis, passeios e a alimentação, não estão levando tantas lembrancinhas para os familiares como antes. Nós vemos o movimento intenso na orla, muita gente passeando, mas em termos de venda, ainda precisa melhorar”. Na feira do Mercado da Produção, as vendas também estão começando a aumentar, mas ainda de forma tímida. Maria José trabalha no local há 20 anos e conta que quase entrou em depressão no período da pandemia. Agora, ela afirma que está ansiosa para o verão chegar. “Foi triste ver o que a pandemia causou no nosso comércio mas, graças a Deus, estou viva para correr atrás do prejuízo. As vendas tendem a melhorar quando o verão chegar, momento em que os turistas chegam ao nosso estado”, comemora.

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