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Consumo

Black Friday deve impulsionar vendas do comércio este ano

De janeiro a setembro, as vendas do setor em Alagoas acumulam alta de 7,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado

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Milhares de alagoanos foram às compras nesta sexta-feira (25), para aproveitar as promoções da Black Friday, data que já se tornou tradicional para o consumo em todo o País. O evento, que garantiu descontos de até 80% em alguns produtos, deve impulsionar a alta nas vendas do comércio alagoano, que já registra alta de 7,7% no ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro do ano passado —quando o Estado ainda vivia o avanço de casos de Covid-19—, as vendas no comércio alagoano registraram uma retração de 5,1%, na série com ajuste sazonal. Naquele ano, foi o terceiro pior desempenho do País, à frente apenas do Tocantins, que registrou retração de 6,1% nas vendas, e da Paraíba (-6,8%). De janeiro a setembro deste ano —último levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do comércio em Alagoas acumulam um crescimento de 7,7% na comparação com o mesmo período de 2021. Parte dessa alta é decorrente da diminuição dos casos do Covid-19 e do afrouxamento das medidas de isolamento social.

Mesmo com a Secretaria de Estado da Saúde tendo recomendado, na semana passada, o uso de máscaras em ambientes fechados e a possibilidade de ampliação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes com Covid, o comércio deverá encerrar este ano com alta nas vendas. Em Maceió, os números finais do desempenho das vendas do comércio só deverão ser divulgados pela Aliança Comercial. No entanto, dados preliminares divulgados há uma semana, pela Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio- AL) mostrou que sete em cada 10 maceioenses tinham intenção de aproveitar a Black Friday e, com isso, movimentar R$ 49 milhões na economia da capital.

Pela manhã, o Centro de Maceió registrou um número grande de consumidores indo às compras. Muitos aproveitaram a data para atender a uma necessidade antiga, como alagoano Douglas Ferreira, que enfrentou uma longa fila para aquirir um par de sapatos, com 50% de desconto. A Black Friday também atraiu os curiosos que, não necessariamente, queriam comprar algum produto, mas que dão uma pesquisada pelo comércio e veem se algo chama a atenção. Foi o caso da dona Maria do Jesus. “Como não venho sempre, é minha primeira vez, então ainda estou vendo. Se algo me interessar e eu achar que vale a pena para poder comprar, eu levo”, justificou. Em todo o País, produtos como relógios, joias, livros e ebooks são os que tiveram mais descontos nas horas que antecederam o início oficial Black Friday, entre as 16h desta quinta-feira (24) até 0h desta sexta (25). Segundo a Promobit – uma plataforma especializada em descontos–, os consumidores podem encontrar descontos de até 48% ao comprar esses produtos. Moda e calçados masculinos (desconto de 46%), esporte e lazer (45%), câmeras, filmadoras e drones (44%), moda e calçados femininos (44%) e mochilas e malas (44%) também estão no topo da lista das promoções. A plataforma aponta que, na média dos três últimos anos, o número de ofertas começou a crescer a partir das 16h da véspera nas principais varejistas do país. Propaganda enganosa e atraso na entrega lideraram as queixas dos usuários do Reclame Aqui na Black Friday 2022 até a manhã desta sexta-feira (25). No site, um dos mais populares de reputação de empresas, a primeira reclamação representa 16,9% dos comentários, e a segunda, 16,6%. Os dados se referem ao período entre as 12h de quarta-feira (23) e as 6h desta sexta. O número total de queixas, 5.447, está 4% menor do que no mesmo intervalo de tempo do ano passado. Segundo o site, os números são um termômetro do nível de consumo na data. Até agora, as compras podem ter sido impactadas pelo jogo do Brasil na quinta-feira (24).

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