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Consumo do caf� cresce e atinge volume recorde

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São Paulo - O consumo de café no Brasil cresceu 9% e atingiu o volume recorde de 14,94 milhões de sacas (60kg) nos 12 meses até o fim de outubro, com o aquecimento da economia e campanhas de marketing colaborando para o aumento do uso, informou na última sexta-feira a Abic, entidade que representa a indústria. Em igual período de 2003, o consumo total no Brasil, que é o segundo maior consumidor do produto, além de ser o maior produtor e exportador de café, havia sido de 13,71 milhões de sacas. O número anunciado na sexta ficou acima do recorde anterior, de 14 milhões de sacas, registrado em 2002. No ritmo atual, a Abic estima que o consumo possa atingir, ou mesmo ultrapassar, a marca de 16 milhões de sacas em 2005, meta que a indústria só esperava alcançar, inicialmente, ao final de 2006. ?Nosso levantamento mostrou que o consumo interno apresentou um crescimento acima do esperado. Esperávamos uma evolução, mas os números surpreenderam?, disse Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). ?Temos visto um restabelecimento do poder de compra do consumidor. É um movimento que não está esgotado e que tende a beneficiar mais os bens não-duráveis, como alimentos, após o Natal?, disse Herszkowicz. Segundo ele, as campanhas que estão sendo conduzidas por várias entidades, incluindo a Abic, buscando elevar a qualidade do café e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade no mercado local também têm surtido efeito. ?O café está na moda. O brasileiro está redescobrindo o hábito de tomar café?. Outro número mostrado pela Abic foi o crescimento do consumo per capita, que ultrapassou os 4 quilos por habitante/ano pela primeira vez desde a década de 60. O consumo per capita ficou em 4,01 quilos/ano nos 12 meses até o fim de outubro, ante 3,72 quilos/ano em igual período anterior. O recorde é de 1965, em 4,72 quilos por habitante/ano. Apesar das boas perspectivas para a indústria, o consumidor brasileiro provavelmente pagará mais pelo café nos próximos meses. A Abic já identificou um movimento de elevação de preços do produto, seguindo as altas no mercado físico do grão. Pesquisa feita quinzenalmente pela Abic nos supermercados mostrou que o preço médio do quilo do café passou de 7,55 reais para 7,72 reais, alta de 2,2%. ?Mas muitas indústrias optaram por ainda não repassar o aumento do custo. Elas devem fazer isso no início do ano que vem?, afirmou Herszkowicz. O café tem subido no Brasil devido à expectativa de uma oferta mais apertada, principalmente do tipo arábica, com a chegada, no ano que vem, do ciclo baixo de produção. Segundo o dirigente, a indústria deverá pedir no ano que vem que o governo eleve o volume, atualmente em 80 mil sacas, dos leilões quinzenais de café do estoque antigo, para garantir suprimento às torrefadoras.

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