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Economia

Amplia��o de mercado atrai investimentos

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PATRYCIA MONTEIRO A conjuntura positiva do setor sucroalcooleiro no Brasil é a principal motivação para o planejamento de novos investimentos não apenas por parte dos próprios empresários da agroindústria canavieira, que pretendem aplicar cerca de R$ 5 bilhões em novas usinas, como também por parte do setor estatal. Está nos planos da Petrobras a construção de dutos no Estado de São Paulo, interligando as usinas do Oeste paulista ao Porto de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O projeto está orçado em US$ 200 milhões. Além disso, nos próximos seis anos, está prevista a criação de mais 22 novas usinas em São Paulo, 4 em Minas Gerais, 4 em Goiás, 2 no Mato Grosso do Sul e uma no Paraná. Para abastecer essas 33 unidades industriais extras, a produção nacional de cana-de-açúcar deverá aumentar em 16%. No Nordeste brasileiro também há injeção de capital no setor. Aqui, os investimentos se registram em um aperfeiçoamento na eficiência da produção. Há uma constante busca pela produtividade agrícola e rendimento industrial, visando o aumento na produção e também das exportações. Só para se ter uma idéia, o teor de sacarose, por exemplo ? que representa a quantidade de açúcar da cana, medido em ATR (Açúcar Total Recuperado) ? cresceu mais de 30% na última safra. Este ano, no Nordeste, a safra, pressionada pelas exportações de açúcar, dedicará mais de 60% da cana para a produção de açúcar e 40% para o álcool, devendo produzir 5 milhões de toneladas de açúcar e cerca de 2 bilhões de litros de álcool. As expectativas são tão positivas na atualidade que empresários nordestinos apresentaram à Transpetro ? subsidiária da Petrobras que atua na área de transporte de combustíveis ? uma proposta de construção de um alcoolduto que ligaria as usinas de Pernambuco, Paraíba e Alagoas aos portos de Suape, Cabedelo e Maceió. Entretanto, na opinião do empresário José Carlos Maranhão, líder do Grupo Santo Antônio, a construção do alcoolduto nordestino não é um investimento prioritário para o setor sucroalcooleiro alagoano. ?Nossas distâncias são pequenas, as estradas são transitáveis e o porto nos atende satisfatoriamente. No momento, não vejo muitas razões para a realização da obra?, afirma. Perspectivas de crescimento Animado com a valorização do álcool, José Carlos Maranhão acredita que o combustível vai se tornar a futura baliza de preços do açúcar. Sem arriscar um palpite sobre como vai ficar a proporção de produtos em relação ao açúcar nesta safra, ele ressalta que o álcool se tornou competitivo economicamente. ?Hoje, um metro cúbico de petróleo custa US$ 500. O álcool, por sua vez, está sendo comercializado a US$ 300?, analisa. Por outro lado, o empresário acredita que os preços do álcool chegaram ao seu limite, tendo em vista que a própria cotação do petróleo tende a se estabilizar. ?Mas, a cana revertida em combustível terá importância maior do que como açúcar?, reforça, embora diga que a demanda mundial por açúcar tende a crescer 2% ao ano. ?Enquanto no Brasil o consumo per capita de açúcar é de 50kg, na China é de 7kg somente. Lá, o preço era proibitivo. Mas, com o crescimento econômico do país e uma conseqüente mobilidade social, a população vem substituindo o consumo de sacarose por açúcar?, diz. Mas a produção do álcool tem ainda outro incentivo internacional. Com a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, os países industrializados terão de reduzir em 25% a emissão de gás carbônico pelos motores a gasolina. Para tanto, é possível que os países resolvam adotar a adição de álcool na composição da gasolina ? como já faz o Brasil. Com isso, a demanda mundial pode aumentar em até 34 bilhões de litros do combustível. ?E faremos esforços para atender essas demandas?, afirma José Carlos Maranhão.

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