Economia
Com�rcio contrata pouco e desemprego fica est�vel
A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou estável em novembro, na comparação com outubro, contrariando as expectativas de recuo por conta das contratações de fim de ano. A estabilidade interrompeu uma trajetória de dois meses consecutivos de queda no desemprego. O crescimento abaixo das expectativas das contratações no comércio foi o principal fator a justificar a manutenção da taxa. Segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego ficou em 10,6% da População Economicamente Ativa (PEA) no mês passado. Em outubro, a taxa havia ficado em 10,5%. Também ontem, pesquisa da Fundação Seade/Dieese, que segue uma outra metodologia, mostrou que o ritmo da geração de novos postos de trabalho já começa a dar sinais de desaceleração na Grande São Paulo, apesar de a taxa ter recuado em novembro pelo sétimo mês consecutivo e ficado 17,4% da PEA. Em novembro, a pesquisa do IBGE detectou que o comércio absorveu 85 mil trabalhadores, um aumento de 2,3%, considerado estatisticamente estável em razão da margem de erro da pesquisa. Em novembro de 2003, o comércio havia registrado aumento de 2,7% nas contratações. A atividade representa 19,6% da população ocupada. O IBGE admite que em novembro o comércio já começaria a absorver uma parcela maior da população em busca de trabalho, o que não aconteceu. Segundo o coordenador da pesquisa, Cimar Pereira, a ?nuvem? de expectativa com dados favoráveis como o Produto Interno Bruto (PIB) e as vendas no comércio propiciaram um aumento no número de pessoas em busca de trabalho. Em novembro, a população desocupada aumentou em 49 mil pessoas, o que representa uma variação de 2,2% - ainda assim considerada estável.