Economia
Com cen�rio positivo, d�lar inverte tend�ncia e fecha em alta
O dólar comercial voltou a cair ontem, depois de dois dias em alta. O leilão do Banco Central (BC) realizado no fim da manhã não foi suficiente para sustentar a moeda americana, que terminou com desvalorização de 0,14%, a R$ 2,700 na compra e R$ 2,702 na venda. A cotação continua sendo a mais baixa desde 17 de junho de 2002, quando fechou em R$ 2,664. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,60%, a 25.878 pontos, num pregão esvaziado pela véspera do feriado de Natal (giro inferior a R$ 1 bilhão). Nesta sexta-feira, os bancos vão trabalhar apenas das 9 às 12 horas e não haverá expediente na Bovespa. Na mínima do dia, o dólar foi vendido a R$ 2,696 e na máxima atingiu R$ 2,716. Segundo operadores, o mercado puxou a moeda para cima esperando o leilão do Banco Central. Um analista disse que depois de vender a divisa ao BC por R$ 2,711 (valor considerado razoável) ?os investidores já não tinham mais motivos para continuar com o dólar na mão e partiram para a venda, fazendo a cotação cair?. As operações de compra de dólares do Banco Central têm sido consideradas simbólicas pelo mercado. Apenas ontem a instituição conseguiu influenciar a cotação com mais firmeza, possibilitando que a moeda fechasse o dia em alta de 0,18%, a R$ 2,706 na venda. O dólar comercial também acompanhou o movimento mundial de desvalorização em relação às moedas de outros países. Nesta quinta-feira, o euro bateu US$ 1,350 pela primeira vez desde o seu lançamento, em 1999. A moeda começou a subir logo depois da divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o conservadorismo da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) não caiu muito bem e os contratos de juros futuros fecharam em alta. O Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2005, o mais negociado, encerrou o dia em 18,19%, contra 18,10% do fechamento anterior. O contrato de julho projetou taxa de 18,34%, ante 18,14% de quarta-feira.