Alta Temporada
Agências de viagens investem em pacotes rodoviários
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Final de ano chegando, a criançada de férias, é o momento perfeito para fazer aquela viagem tão desejada. Muitas pessoas aproveitam o período para curtir a família e dias de lazer. A alta temporada tem movimentado a economia de Alagoas, um dos destinos mais procurados nesta época do ano. Diferente de outros anos, a característica dos turistas alagoanos tem mudado. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (ABAV-AL), Samuel Silva, as agências de viagens estão investindo em pacotes rodoviários como alternativa para os preços altos das passagens aéreas. Conforme Silva, essa modalidade representa cerca de 30% das vendas este ano.
“Aumentou (a procura), mas não como nos anos anteriores. O que tem dificultado a saída é o preço das passagens aéreas. Nós somos muito dependentes do transporte aéreo para viagens longas. Como as passagens tiveram uma alta nos valores, isso dificultou a velocidade das vendas. Então, umas das alternativas estão sendo os pacotes rodoviários, mesmo com o valor do combustível mais elevado, está sendo uma alternativa com relação aos custos. Esses pacotes, na sua maioria, são para locais mais perto. O rodoviário, na média do mercado, representa em torno de 30% das vendas”. Apesar disso, ele afirma que a procura por viagens de avião continua. “O aéreo ainda é 70%”, detalha.
O que deve impulsionar ainda mais a venda de pacotes rodoviários, segundo o presidente, são os feriados prolongados de 2023 e a comercialização de excursões. “Os destinos mais procurados são Salvador, Fortaleza, Natal, região do Sertão nordestino, que são mais próximos. Para lugares de longa distância, ia ficar mais cara que a área. São dias de estrada para ir e voltar, os custos aumentam muito”.
Alta do dólar
A procura para viagens ao exterior está sendo retomada, no entanto, a alta dólar tem encarecido os pacotes de viagem. Uma alternativa para os alagoanos que querem sair do país é a Argentina, já que Alagoas voltou a operar voos diretos para o país vizinho e a moeda brasileira é mais valorizada por lá. A alta das moedas estrangeiras como dólar e euro tem feito os turistas brasileiros procurarem destinos locais. “Com a alta das moedas estrangeiras é fácil notar que o fluxo de brasileiros viajando dentro do próprio país aumentou bastante. A busca por destinos diferentes e experiências exclusivas vem abrindo o olho não só dos turistas brasileiros, como dos empresários que vêm buscando cada vez mais diferenciais para oferecer em seus serviços”, afirma Mariana Farias, gerente de vendas da Ibiza Viagens e Turismo. A pandemia, segundo ela, teve um impacto grande para o setor turístico. Mas, apesar da crise econômica, as pessoas seguem investindo em sonhos. “Nosso maior desafio nesse momento são os preços, principalmente, das passagens aéreas, sentimos que existe uma demanda gigante de clientes querendo cada vez mais viajar, porém, após mais de dois anos de uma pandemia e uma série de situações econômicas vividas no Brasil e no mundo,os preços das viagens aumentaram consideravelmente. As pessoas não deixaram de viajar, mas estão se adaptando a uma nova realidade. Por exemplo, se a viagem era para a Disney, ela se transforma em uma viagem para Beto Carrero. Mas isso não quer dizer que as pessoas estão deixando de buscar viagens para o exterior, pelo contrário, aqueles clientes que já vem planejando estão seguindo em frente e viajando para outros países”. “Também notamos um grande aumento na procura por cotações para o exterior e os principais destinos procurados são Europa, Estados Unidos e alguns países vizinhos da América do sul, como Argentina e Chile. Aqui no país a maior demanda é para a região sul, dando destaque a Serra Gaúcha, Balneário Camboriú e Foz do Iguaçu. Já na região nordeste a busca por Porto de Galinhas é sempre muito grande”. O presidente da ABAV disse ainda que, além da pandemia, a falta de promoção do turismo de Alagoas e a Copa do Mundo foram grandes empecilhos na captação de turistas. “Existe uma série de limitações para que a promoção não seja confundida com propaganda eleitoral, então, o estado acaba se limitando em fazer divulgação, isso reflete agora que a gente tem uma baixa na captação”, eplixa.