Imóveis
Financiamento imobiliário movimenta R$ 892 milhões em AL
De janeiro a novembro deste ano foram negociadas 3.622 unidades, uma média de 10 imóveis por dia, segundo levantamento do SBPE
Dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) apontam que nos primeiros onze meses deste ano foram financiadas, em média, 10 unidades habitacionais por dia em Alagoas. De janeiro a novembro deste ano foram negociadas 3.622 unidades, que em valores movimentaram R$ 892,1 milhões de reais. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve um recuo de 21,9% no período, já que foram financiadas 4.639 unidades no mesmo período de 2021.
Os dados mostram que maio foi o mês com mais unidades comercializadas, com 529. Logo em seguida aparece julho com 518 e junho com 458. Em todo o Brasil, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo somaram R$ 13,97 bilhões em novembro de 2022.
Entre janeiro e novembro de 2022, o volume financiado somou R$ 165,2 bilhões. Nos 12 meses encerrados em novembro, o montante financiado acumulou R$ 181,9 bilhões. Foram financiados em novembro de 2022, nas modalidades de aquisição e construção, 45,1 mil imóveis. Entre janeiro e novembro de 2022, foram financiados 663,9 mil imóveis com recursos da poupança SBPE. Nos 12 meses encerrados em novembro de 2022, foram financiados 728,6 mil imóveis com recursos das cadernetas do SBPE.
A poupança SBPE de novembro registrou captação líquida negativa de R$ 4,4 bilhões. Segundo dados históricos, em dois terços dos meses de novembro a poupança mostrou desempenho positivo.
Segundo especialistas, a demanda por moradias continuará elevada em 2023, e há expectativa que, no próximo ano, a taxa básica de juros volte a cair. Do lado da oferta, incorporadoras têm terrenos para lançar projetos do econômico ao luxo, conforme o perfil de cada uma, e disposição para voltar a comprar áreas a partir de quando for possível vislumbrar a retomada da trajetória de corte dos juros e a melhora mais expressiva dos indicadores de emprego e desemprego.
Em uma pesquisa desenvolvida pela Brain Inteligência Estratégica e Abrainc, 82% das construtoras e incorporadoras elegeram como maior vilão de 2022 o custo dos materiais de construção. Entretanto, 62% dos participantes acreditam que em 2023 o mercado estará melhor que agora.