Economia
Aftosa no MS pode prejudicar exporta��es
O Brasil deve escapar de restrições às exportações de carne bovina até que um possível caso de febre aftosa no Mato Grosso do Sul seja confirmado por novos testes, com resultados previstos para meados de janeiro, apontou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) na última quinta-feira. ?Enquanto o governo não confirmar, não haverá impacto no mercado... Vamos aguardar o resultado, para aí sim podermos analisar o que vai ocorrer?, firmou Antônio Camardelli, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Ele ressaltou que o caso teria de ser levado pelo país à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) para que fosse oficializado. Um rebanho de bovinos tem sido mantido isolado desde o começo do mês por suspeita de aftosa em uma fazenda no município de Paranhos (MS), na fronteira com o Paraguai, informou a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Estado (Iagro). O rebanho, com cerca de 55 animais, foi testado para a doença após uma denúncia anônima feita ao Ministério da Agricultura no fim de novembro. Vinte e oito destes animais apresentaram resultado positivo neste primeiro exame. Mas as autoridades sanitárias consideram que o resultado pode ter sido distorcido pelo fato de os animais terem sido vacinados poucos dias antes dos testes. Na última semana, novos exames, mais sofisticados, foram aplicados no rebanho para confirmação, cujos resultados devem sair em 15 a 20 dias. ?Os animais estão clinicamente saudáveis e não apresentam os sintomas (da doença). Como foram vacinados quatro dias antes do teste, o resultado preliminar pode estar errado?, disse a gerente de Inspeção e Defesa Sanitária do Iagro, Gladys Espíndola Rachel. Gladys afirmou que na propriedade também havia dois suínos, que são os animais mais sensíveis à febre aftosa, mas que o resultado dos testes deu negativo. Há suspeita de que os bovinos tenham sido contrabandeados do Paraguai. Caso seja confirmado, esse será o primeiro caso de febre aftosa no Mato Grosso do Sul desde 1999, segundo o Iagro. O Estado é reconhecido como livre de aftosa com vacinação.