Economia
Estado det�m as mais avan�adas tecnologias
PATRYCIA MONTEIRO Fora da zona da mata alagoana, os projetos de irrigação no Estado são escassos. Na região do baixo São Francisco, plantações de arroz são cultivadas sob a técnica de inundação, cuja água fica visível. Na área que compreende o sertão e o agreste alagoanos, há pouco mais de 100 hectares irrigados de hortaliças - próximo de Arapiraca. E na Cooperativa Pindorama, desde o ano passado, começou a ser implantado um sistema de fruticultura irrigada. Lá, com recursos próprios apenas 60 hectares recebem irrigação complementar. ?Mas a meta é chegar a ter mil hectares irrigados nas terras de Pindorama. Para isso, o governo federal vai destinar R$ 20 milhões ao projeto?, diz Hibernon Cavalcante, diretor da Secretaria de Agricultura do Estado. Ostensiva e avançada mesmo é a irrigação feita pela agroindústria canavieira local. Atualmente, das 27 usinas que compõem o setor sucroalcooleiro alagoano, 12 já investiram na construção de barragens para armazenar água para os dias de estiagem. Vale a pena ressaltar que, em média, o preço de um projeto desses gira em torno de US$ 1,5 milhão. ?Só na usina Marituba (Grupo Carlos Lyra), cerca de R$ 10 milhões foram destinados à irrigação nestes últimos cinco anos?, afirma Otávio Tavares Filho, gerente agrícola da usina, membro do Comitê de Irrigação da Cooperativa dos Produtores de Álcool e Açúcar de Alagoas. ?Sistemas de irrigação só são viáveis economicamente para quem vende álcool e açúcar. Afinal, um investimento desse porte só se paga ao longo de alguns anos e só quem vende um produto de maior valor agregado pode manter a lucratividade plantando cana?, reflete. ?O cálculo é simples, uma tonelada de cana vale cerca de R$ 40, atualmente. Com esse volume, pode-se produzir 2,5 sacas de açúcar, comercializadas por cerca de R$ 100?, explica, tendo em vista a remuneração de preços. Há quatro tipos de irrigação em Alagoas. Os mais avançados são os sistemas de pivot e gotejamento. O pivot é a coqueluche entre as usinas. Setenta deles foram adquiridos por seis grupos empresariais do Estado. Os custos de instalação chegam até a R$ 2,5 mil por hectare irrigado. Mas vale a pena, segundo Tavares Filho. ?Com um km de extensão ela atinge uma área maior e requer apenas um funcionário no uso operacional. Com ele, superamos a média de produtividade de cana por hectare, que é de 50 toneladas. Na Matituba, nossa média de produtividade é de 73 toneladas?, contabiliza.