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BC ainda prev� infla��o pouco acima da meta

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Mesmo após as quatro altas na taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) nos últimos quatro meses, o Banco Central ainda acredita que a inflação ficará acima da meta estipulada para o próximo ano. No Relatório de Inflação divulgado ontem, o BC afirma que o IPCA (principal índice de inflação do país) deve atingir 5,3% em 2005. A meta para o próximo ano é de 4,5%, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. O BC, entretanto, já afirmou que buscará uma inflação de 5,1% em 2005, que, ainda assim, está pouco abaixo de sua previsão de 5,3%. O banco também lembra que essa previsão de 5,3% embute a manutenção da taxa de juros em 17,75% durante todo o próximo ano e a cotação do dólar no atual patamar de R$ 2,75. No Relatório de Inflação, que é divulgado trimestralmente e sinaliza para o mercado financeiro e para empresários os próximos passos do Copom, o BC também prevê que a inflação deste ano atinja 7,4%, caindo para 7,1% no índice anualizado do primeiro trimestre de 205, 6,6% no segundo, 5,9% no terceiro e, finalmente, 5,3% no quarto. O banco avalia que os aumentos de juros praticados nos últimos quatro meses ? período em que a Selic passou de 16% para 17,75% ao ano ? reduziram de 31% para 18% a probabilidade de que a inflação ultrapasse o topo da meta de inflação do próximo ano, que é de 7%. No entanto, para o BC, o efeito das altas da Selic sobre as expectativas do mercado para a inflação de 2005 são ?relativamente modestos?, considerando o leve desaquecimento da economia brasileira nos últimos meses, a queda do dólar e a redução no preço das commodities. Segundo o BC, os riscos para o cumprimento da meta continuariam passando por um crescimento da economia brasileira acima da capacidade de produção e pela alta volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional. O BC também afirma que, considerando o cenário de mercado, que prevê um dólar a R$ 2,99 e juros 15,75% no último trimestre de 2005, a inflação seria de 6,3% no próximo ano. Nesse cenário, a probalidade de que a inflação supere o topo da meta seria de 31%.

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