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Nº 5715
Economia Após o período de pandemia, a economia no estado começa a retomar crescimento

Vendas de fim de ano no comércio de Alagoas crescem 15%

A estimativa da Fecomércio é de que nos últimos três meses de 2022 - outubro, novembro e dezembro - o comércio movimentou R$ 100 mi

Por ANNA CLÁUDIA ALMEIDA | Edição do dia 10/01/2023 - Matéria atualizada em 10/01/2023 às 04h00

O volume de vendas no comércio de Alagoas cresceu no final do ano de 2022, de acordo com a Aliança Comercial, 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados mostram que após o período de pandemia a economia no estado retoma o crescimento. Segundo a entidade, as expectativas em dezembro foram atingidas. “Porque desde abril quando houve a ampliação total do horário de funcionamento do comércio, não precisa mais de protocolo da Vigilância Sanitária, uso de máscara, o movimento voltou a crescer e isso acaba remetendo nas vendas”, disse Andrea Geraldo, presidente da Aliança Comercial. Outro dado que já era animador, em 2022 mês a mês o comércio já faturava de 10% a 12% a mais do que o que era registrado no ano de 2021, o que tem também relação com a pandemia que aos poucos possibilitou o retorno das atividades. A estimativa da Fecomércio é de que nos últimos três meses de 2022 - outubro, novembro e dezembro - o comércio movimentou R$ 100 milhões. Durante este período, o número de empregos temporários é a oportunidade para que as pessoas ingressem no mercado de trabalho. E a expectativa, de acordo com Andrea Geraldo, é que haja manutenção das vagas. Ela explica que também há efeitos da pandemia. Em Alagoas, 77% dos postos de trabalho são no Comércio, um número bastante significativo. “No ano de 2021, quando estávamos vivenciando a pandemia da covid-19, os estabelecimentos comerciais - como forma de se manter e não fechar as portas - tiveram que reduzir o quadro de funcionários. Então, retomando as vendas, movimentação de clientes no comércio, há uma necessidade do preenchimento das vagas e novas contratações. Isso se inicia no final do ano, mas as vagas acabam sendo mantidas para estabilizar o quadro de funcionários”, explicou. E a tendência é que em janeiro, com a tradicional queima de estoque, o movimento seja intenso. “Isso já é uma tradição. Mesmo dezembro sendo um mês animador, o saldo do estoque é uma realidade. Os empresários não compram os estoques sob encomenda, apostando no grande movimento e mesmo acontecendo os saldos, ponta de estoque é uma realidade, mas precisa se manter aquecido , transformar o saldo em capital para novos investimentos. As promoções são importantes porque as lojas se capitalizam mesmo vendendo a preço de custo. Muitos consumidores deixam de comprar em dezembro para aproveitar as ofertas no começo do ano e fazer o dinheiro render”, acrescentou.

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