Avanço
SETOR DE SERVIÇOS DE AL REGISTRA A SEGUNDA MAIOR ALTA DO BRASIL
De janeiro a novembro de 2022, os serviços prestados no Estado avançaram 17,7% na comparação com igual período do ano anterior
O setor de serviços em Alagoas registrou a segunda maior alta do Brasil no acumulado de janeiro a novembro de 2022, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nessa quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor no Estado registrou avanço de 17,7% no período, menor somente que o Amapá, que encabeça o ranking, com 19,4%. Na outra ponta, o Distrito Federal teve o pior desempenho, com queda de 2,3%.
No entanto, o volume de serviços recuou 5,9% no mês de novembro ante o mês anterior, a segunda taxa negativa seguida. Antes, a queda havia sido de 5,7% em outubro, interrompendo as altas de julho (3,7%), agosto (4,1%) e setembro (6,5%). Na comparação entre novembro de 2022 e o mesmo mês do ano anterior, houve avanço de 3,8%.
No Brasil, o volume de serviços ficou estável na passagem de outubro para novembro, segundo mês sem crescimento. Dessa forma, o setor ficou 10,7% acima do patamar pré-pandemia registrado em fevereiro de 2020, mas está 0,5% abaixo do recorde alcançado em setembro de 2022.
“O resultado de novembro pode ser lido como uma perda de fôlego frente aos avanços registrados nos meses anteriores. Vale lembrar que de março a setembro o índice acumulou um crescimento de 5,8%. Ainda é cedo para falarmos se estamos diante de um ponto de inflexão da trajetória. De todo modo, é importante notar que os principais pilares que vinham mostrando dinamismo e ajudando o índice a chegar em sua máxima histórica, os setores de tecnologia da informação e transporte de cargas, tiveram uma desaceleração em seu crescimento”, destaca o analista da pesquisa, Luiz Almeida, analisando o cenário nacional.
A variação nula (0,0%) do volume de serviços de outubro para novembro de 2022 teve três das cinco atividades investigadas mostrando taxas negativas, com destaque para informação e comunicação (-0,7%), que eliminou parte do ganho acumulado no período julho-outubro (5,1%). As demais retrações do mês vieram de outros serviços (-2,2%) e de serviços prestados às famílias (-0,8%), com o primeiro eliminando boa parte do avanço registrado em outubro (2,8%) e o último assinalando o segundo resultado negativo seguido (-2,1%).