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Lula ataca cr�ticos que “ficam xingando” BC

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem a política adotada pelo Banco Central de aumento das taxas de juros adotada nos últimos meses. O presidente afirmou que ?é necessário convencer vários setores da economia deste país que controlar a inflação não pode ser tarefa apenas do Banco Central. Tem que ser da sociedade como um todo, do presidente da República ao mais humilde?. O presidente afirmou que é muito fácil criticar a condução da política econômica, sem saber os motivos pelos quais as decisões são tomadas. ?Todos nós temos que ter uma parcela de responsabilidade. Desde aquele que denuncia o aumento de preços àquele que aumenta. Porque senão ficamos todos sentados numa cadeira confortável, xingando o Banco Central quando aumenta os juros, sem saber que os juros vem porque alguém aumentou os preços acima do que deveria e isto resulta na inflação?. O BC voltou a ser alvo de críticas a partir de setembro, quando iniciou um gradual processo de aumentos dos juros. De lá para cá, a taxa básica da economia brasileira (Selic) subiu de 16% para 17,75% ao ano. Paralelamente a esse movimento, ocorreram a estabilização do processo de crescimento da economia brasileira. Após seis meses seguidos de alta, a produção industrial brasileira voltou a cair em setembro e outubro. E o BC já prevê que a economia brasileira fique estagnada neste ano. O presidente afirmou ainda que é preciso consolidar a credibilidade que o Brasil alcançou no cenário internacional, bem como promover uma mudança de comportamento em todo o país, com aumento da responsabilidade e o cumprimento dos compromissos assumidos. As declarações de Lula foram dadas durante discurso na solenidade de sanção do projeto de Lei das PPPs (Parcerias Público-Privadas). Segundo o presidente, as PPPs vão acabar com a questão ideológica do saneamento no Brasil?. O presidente lamentou que haja uma visão negativa de seu governo e afirmou que ?de vez em quando se cria a imagem de uma guerra entre o Executivo e o Legislativo e a impressão de que nenhum projeto será votado?. Segundo o presidente, o Congresso deu uma colaboração fundamental ao seu governo, desde a sua posse votando sempre o que foi possível.

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