Economia
ALAGOANOS TÊM 3º MENOR CONSUMO MÉDIO DE ENERGIA DO NORDESTE
De acordo com levantamento da CCEE, em Alagoas média é de 592 megawatts, à frente apenas do Piauí e de Sergipe
Os alagoanos registraram o terceiro menor consumo médio de energia elétrica do Nordeste no ano passado, de acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os dados apontam que o consumo médio em Alagoas foi 592 megawatts. Apenas Piauí e Sergipe tiveram consumo menor, com 539 e 502 megawatts, respectivamente. Na comparação com 2021, o consumo de energia elétrica em Alagoas recuou 0,9%.
Em 2022 o consumo de energia elétrica diminuiu em sete dos nove estados do Nordeste. O Rio Grande do Norte teve a maior redução, de 4,7% na comparação com 2021. As exceções foram Maranhão e Bahia, que registraram alta de 13,5% e 0,9%, respectivamente.
Segundo a CCEE, o resultado reflete o maior volume de chuvas e as temperaturas mais amenas que as registradas no ano anterior em quase toda a região, o que desestimulou o uso de equipamentos de ar-condicionado.
No Rio Grande do Norte, especificamente, houve uma retração de 6,8% no mercado regulado, aquele em que as residências e pequenas empresas contratam seu fornecimento diretamente das distribuidoras. A CCEE até observou um aumento de 3,1% no ambiente livre, no qual a indústria e as grandes redes de comércio e serviços podem escolher o seu fornecedor, mas isso não foi suficiente para reverter a queda no estado. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos responsável por tornar possível a compra e a venda de eletricidade no país e garantir que esse insumo essencial chegue à população e aos setores produtivos. Na última sexta-feira (27) a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou que será mantida a bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro de 2023. Com boas condições de geração no País, a bandeira verde — que não acrescenta custos às contas de energia dos consumidores — está em vigor desde abril de 2022. Para o diretor-geral da Agência, Sandoval Feitosa, a notícia confirma as projeções realizadas pela Agência no ano passado, “que também apontam boas expectativas para os próximos meses”. Além disso, de acordo com Feitosa, “As bandeiras dão transparência ao custo real da energia e permitem ao consumidor se programar e ter um consumo mais consciente”. Com a chegada do período chuvoso, melhoram os níveis dos reservatórios e as condições de geração das usinas hidrelétricas, que possuem um custo mais baixo. Dessa forma, não é necessário acionar empreendimentos cuja energia é mais cara, como é o caso das usinas termelétricas. É esperado neste ano que a expansão na matriz de geração seja de 10,3 gigawatts (GW) de capacidade instalada, o que representará o maior nível de expansão da capacidade desde o início do acompanhamento pela Agência, fundada em dezembro de 1997. A Aneel prevê a entrada em operação comercial de 298 projetos em 2023. A estimativa da Agência é de que as usinas solares centralizadas e eólicas (fontes renováveis de energia) responderão por mais de 90% da ampliação na capacidade de geração do Brasil, com destaque para os estados da Bahia, do Rio Grande do Norte e de Minas Gerais, que respondem juntos por mais de 70% da expansão planejada. Somente a Bahia, segundo a Aneel, deve incrementar sua capacidade instalada em mais de 3 GW no período, um aumento de quase 20% na matriz elétrica do estado. Já o estado de Minas Gerais tem previsão de um acréscimo de 1,8 GW de capacidade instalada de geração solar fotovoltaica centralizada, o que representará um aumento de mais de 80% da participação dessa fonte na matriz elétrica do Estado.