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Exporta��es de �lcool triplicaram

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A taxa de câmbio favorável ao real e alta dos preços do petróleo ajudaram as exportações brasileiras de álcool a triplicar no ano passado. Em 2004, o Brasil exportou 2,35 bilhões de litros do combustível, que renderem aos produtores US$ 500 milhões. Em 2003, o país tinha exportado 760 milhões de litros, com um faturamento de US$ 170 milhões. O diretor técnico da União da Indústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica), Antônio de Pádua, disse que um dos principais fatores para o aumento das exportações foi o acréscimo de 400 milhões de litros de álcool anidro (álcool sem água, que é misturado na gasolina) nas vendas para os Estados Unidos. Ele explicou que as cotações do álcool produzido nos Estados Unidos acompanham a alta do preço da gasolina. Como o produto ficou muito mais caro no mercado americano, o preço do álcool brasileiro foi atraente, mesmo com a taxação de quase 50% sobre as importações. ?Mesmo com uma taxação de US$ 140 por metro cúbico (mil litros) sobre o combustível brasileiro, conseguimos vender o álcool diretamente para o mercado americano. Agora, se o câmbio permanecer neste patamar e se houver queda do preço do petróleo, não conseguiremos mais manter o atual nível de exportações para os Estados Unidos por causa dessa taxação?, prevê Pádua. Anualmente, o Brasil exporta cerca de 170 milhões de litros de álcool para o mercado americano, por meio dos países do Caribe, que têm um acordo de isenção tributária com os Estados Unidos dentro de uma cota definida. Para conseguir a isenção fiscal, no entanto, Pádua explica que os produtores brasileiros vendem álcool hidratado (o álcool que é vendido nos postos) para os países caribenhos, que processam o produto e o transformam em álcool anidro para então revendê-lo aos americanos. O diretor da Unica acrescenta que essa operação é limitada a 170 milhões de litros por ano. Outro fator que influenciou o crescimento das exportações brasileiras, segundo Pádua, foi o aumento das exportações para a Índia. Segundo Pádua, o país, que assim como alguns estados americanos utiliza o álcool na mistura com a gasolina, teve redução na safra de cana-de-açúcar e o álcool brasileiro ficou mais competitivo que o indiano. Outros fatores apontados pelo diretor da Unica foram o aumento do uso industrial do álcool no Japão, Coréia e Nigéria, que passaram importar o álcool brasileiro. Outro grande importador do álcool brasileiro é a União Européia, que compra do Brasil 200 milhões de litros por ano. Apesar de existir a possibilidade de redução das vendas para os Estados Unidos neste ano, Pádua espera que o país mantenha um volume total de exportações de álcool equivalente ao de 2004, compensando as eventuais perdas do mercado americano com a venda para outras regiões. O diretor da Unica reconhece que o pico das exportações fez com que o produto ficasse mais caro no Brasil, onde os preços subiram mais de 100% desde março. Segundo ele, no entanto, a variação é sazonal e ocorre todos os anos.

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