Economia
Risco-Brasil alcan�a maior pontua��o em um m�s e meio
O risco-Brasil subiu pelo quarto dia consecutivo e alcançou o maior patamar em um mês e meio. O mercado internacional preferiu comprar títulos mexicanos. Ontem, a agência de classificação de risco Moody?s elevou a nota (?rating?) do país do presidente Vicente Fox. Hoje será um dia decisivo para os títulos brasileiros e de outros países emergentes, pois o mercado mundial terá uma visão mais clara sobre o desempenho do rendimento desses papéis nos próximos meses. A partir da divulgação do relatório sobre o emprego nos EUA, os grandes agentes vão enviar a seus clientes suas novas recomendações de compra e venda e firmar suas apostas sobre o rumo do juro americano. O Fed (Federal Reserve) se reúne dias 1 e 2 de fevereiro. No final dos negócios desta quinta-feira, o risco-Brasil registrava alta de 1,68%, aos 422 pontos, maior patamar desde 23 de novembro (426 pontos). Em 2004, o risco-país acumulou baixa de 17,5%. Quanto menor o risco, maior é a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de um país honrar suas dívidas, e vice-versa. Isso ajuda a reduzir o custo da tomada de empréstimos pelo governo e empresas no exterior. Em setembro de 2002, com a crise da eleição presidencial, o risco brasileiro atingiu o seu nível mais elevado (2.436 pontos no dia 27). Payroll O mercado aguarda com ansiedade o número de vagas de emprego criadas nos EUA em dezembro, que será divulgado hoje, às 11h30 - horário de Brasília. O dado deve firmar as apostas dos bancos sobre o rumo do juro americano. O indicador payroll (folha de pagamento) será divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA. O consenso do mercado é a criação de 175 mil vagas em dezembro, acima do número de novembro (112 mil). Se o dado superar muito essa expectativa dos bancos, a aposta de uma alta agressiva do juro nos EUA vai ganhar força, provocando turbulências no mercado, com a reavaliação das carteiras de investimentos. Uma recuperação mais rápida do mercado de trabalho tende a ampliar o consumo favorecendo pressões inflacionárias. Para combater a alta dos preços, o remédio ortodoxo é elevar os juros.