Economia
Exporta��es agr�colas n�o v�o crescer em 2005
O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse que as exportações do agronegócio neste ano devem atingir o mesmo valor de 2004, quando foram de US$ 39,016 bilhões. Se confirmada a expectativa do ministro, o resultado seria bastante inferior ao índice de crescimento de 2004, quando houve expansão de 27,34% em relação ao ano anterior. Além disso, Rodrigues admite que o superávit comercial de US$ 34 bilhões obtido pelo agronegócio em 2004 tenha queda neste ano. ?É possível que o saldo comercial não tenha a mesma expressão que teve em 2004, mas será sempre muito alto?, avaliou. Já o secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Lineu da Costa Lima, acredita que as vendas externas do setor fiquem entre US$ 43 bilhões e US$ 45 bilhões neste ano. Isso significaria um resultado entre 10% e 15% maior que o registrado em 2004. Ele explicou que a desaceleração no ritmo de crescimento das exportações deverá ocorrer porque algumas condições em 2005 não estarão tão favoráveis quanto no ano passado. Essas condições seriam preços de commodities mais baixos devido à supersafra mundial de grãos no ano passado, a desaceleração da economia mundial e o câmbio menos favorável às exportações. 2004 O agronegócio exportou no ano passado US$ 39,016 bilhões, segundo informou o Ministério da Agricultura. Esse resultado representou uma alta de 27,34% nas vendas externas. O setor foi o responsável por 40,4% das exportações totais do Brasil no ano passado. Com importações de apenas US$ 4,880 bilhões no ano, o saldo da balança comercial do agronegócio registrou um superávit de US$ 34,134 bilhões, com um crescimento de 32,1% em relação ao resultado de 2003, quando o saldo ficou em US$ 25,849 bilhões. O resultado comercial do segmento foi melhor até mesmo que o resultado global da balança comercial brasileira (incluindo todos os setores da economia), que atingiu um superávit de US$ 33,696 bilhões. O saldo positivo foi decorrente principalmente da elevação de preços em 11% e de alta de 15% na quantidade exportada.