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Nº 5715
Economia

Argentina pode ter c�mbio fixo outra vez

Buenos Aires – O governo argentino quer voltar a implementar o câmbio fixo no país. A medida é centro do novo plano econômico que o presidente Eduardo Duhalde definiu com os governadores em reuniões que começaram na tarde de terça-feira e duraram até o in

Por | Edição do dia 25/04/2002 - Matéria atualizada em 25/04/2002 às 00h00

Buenos Aires – O governo argentino quer voltar a implementar o câmbio fixo no país. A medida é centro do novo plano econômico que o presidente Eduardo Duhalde definiu com os governadores em reuniões que começaram na tarde de terça-feira e duraram até o início da noite de ontem. De resto, em 15 dias o governo pretende chegar a um acordo com as Províncias sobre cortes de gastos, acordo que se discute há anos na Argentina. Duhalde decidiu dividir a responsabilidade de definir os rumos da economia com os governadores. O novo pacote vigorará por 90 dias. A intenção do governo de adotar uma nova cotação fixa entre o peso e o dólar foi confirmada pelo secretário-geral da Presidência, Aníbal Fernandez. A nova banda de câmbio ficará entre 2,50 pesos e 3,50 pesos por dólar. Duhalde teria ligado para a vice-diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Anne Krueger, para informar o conteúdo do plano econômico que o governo preparava, segundo o “Ámbito Financiero”. O FMI se opõe ao câmbio fixo. O pacote econômico deve trazer mudanças tributárias, dentre elas a redução do IVA (Imposto sobre Valor Agregado, que incide sobre quase todos os produtos) de 21% para 16% e o aumento do imposto sobre as exportações de grãos, de 20% para 30%. Um novo sistema de divisão de impostos entre governo federal e Províncias também foi pedido pelos governadores. Uma das propostas dos governadores é acabar com o bloqueio das cadernetas de poupança e das contas correntes, o que significaria o início da suspensão do curralzinho. O governo pretende garantir o câmbio fixo com as reservas internacionais do Banco Central argentino. Atualmente, as reservas estão em US$ 12,3 bilhões. “Vai ser quase impossível manter o câmbio fixo. As reservas do BC vão evaporar rapidamente e o governo mais uma vez vai ter de realizar mudanças desesperadas”, afirma o ex-ministro da Economia Roberto Alemann.

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