Consumo
VENDAS NO COMÉRCIO DE ALAGOAS TÊM A 4ª MAIOR ALTA DO PAÍS
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que o setor encerrou o ano de 2022 com um crescimento de 7,2%
O comércio de Alagoas teve a quarta maior alta do Brasil em 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 7,2%. A maior alta foi da Paraíba, com 13,9%, seguido por Roraima, com 11,1% e Mato Grossa com 8,5%. Somente em dezembro, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,6% em Alagoas. Esse resultado representou recuperação frente à queda de 3,9% em novembro. Em relação a dezembro de 2021, as vendas no varejo cresceram 6,8% em Alagoas.
No Brasil, as vendas no comércio varejista recuaram 2,6% na passagem de novembro para dezembro. É a segunda queda consecutiva do setor, que em novembro havia recuado 0,9%. Apesar disso, o varejo encerrou o ano no campo positivo, acumulando 1,0%, o menor crescimento desde 2016 (-6,2%). Na comparação com dezembro de 2021, o setor variou 0,4%.
“Esse resultado acumulado no ano está muito próximo ao dos anos anteriores. Em 2021, por exemplo, houve ganho acumulado de 1,4%. Então em 2022 há um crescimento similar, mas ainda mais tímido. Além disso, é muito concentrado, em termos de variação, no setor de combustíveis e lubrificantes, que acumulou alta de 16,6% no ano, uma distância grande para o acumulado dessa atividade em 2021 (0,3%)”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, ao analisar o panorama nacional.
Em Alagoas, o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que integra também as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou crescimento de 3% em dezembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 7%. Nos últimos 12 meses, o comércio varejista ampliado cresceu 3,9%.
Em todo o Brasil, frente a dezembro de 2021, o varejo apresentou seis setores com resultados positivos: Combustíveis e lubrificantes (23,8%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,8%), Móveis e eletrodomésticos (0,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,3%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,1%). Ficaram no campo negativo Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-8,4%) e Tecidos, vestuário e calçados (-11,9%).
No varejo ampliado, que variou -0,6% nessa comparação, as duas atividades complementares recuaram: Veículos e motos, partes e peças (-1,8%) e Material de construção (-7,1%). Na passagem de novembro para dezembro, o volume de vendas no comércio varejista recuou 2,6%, com resultados negativos em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Distrito Federal (-8,0%), Paraíba (-5,8%) e Amapá (-4,8%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram oito das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rondônia (3,3%), Mato Grosso (2,8%) e Tocantins (1,6%). No comércio varejista ampliado, a variação entre novembro e dezembro foi de 0,4%, com resultados positivos em 15 das 27 UFs, com destaque para: Rondônia (3,7%), Espírito Santo (3,3%) e Alagoas (3,0%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 11 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Distrito Federal (-5,1%), Roraima (-4,2%) e Amapá (-3,6%). Mato Grosso do Sul, na margem, apresentou estabilidade (0,0%).