Economia
Vendas da ind�stria voltam a crescer ap�s 2 meses
A queda da produção industrial de 0,4% em novembro sobre outubro foi puxada pela desaceleração dos setores que vinham liderando a expansão da atividade industrial, como bens de consumo duráveis (fogões, geladeiras), bens de capital (máquinas e equipamentos) e bens intermediários (insumos, produtos químicos, combustíveis). Em contrapartida, houve uma reação dos bens de consumo não duráveis. ?Esse índice sugere o início de uma relevância maior do mercado interno na composição do desempenho industrial?, afirma Silvio Sales, chefe da Coordenação da Indústria. Isso porque o setor de não-duráveis é mais dependente da massa salarial e da demanda interna. Já o setor de duráveis está relacionado à oferta de crédito e a exportações. Na comparação do desempenho de novembro de 2004 com novembro de 2003, o setor de não-duráveis apresenta a taxa mais próxima do da indústria em geral. Enquanto o setor cresceu 6,6%, a indústria brasileira registrou expansão de 8,1%. Segundo Sales, os bens intermediários foram afetados no ano pela queda na produção de petróleo e gás. Na comparação de novembro contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,7%. De janeiro a novembro, a queda chega a 3,3%. Uma das principais causas da redução foram as paradas programadas para manutenção realizadas no primeiro semestre pela Petrobras. Essa mudança no perfil do crescimento da atividade industrial pode significar um aumento no nível de emprego industrial. ?As empresas do setor de bens de consumo não-duráveis empregam mais do que as exportadoras?, disse. Vendas A indústria voltou a registrar crescimento de vendas em novembro após dois meses de queda. A expansão, de acordo com os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi de 1,83% no mês já descontados os fatores sazonais. Considerando o período acumulado do ano, a alta das vendas foi de 14,95% em relação ao mesmo período de 2003. O uso da capacidade instalada da indústria também aumentou em novembro, chegando a 83,05%, contra 82,72% registrados no mês anterior.