loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Financiamento

FUNDO MOVIMENTA R$ 12,1 BILHÕES EM ALAGOAS

.

Ouvir
Compartilhar

Os aportes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) somaram 12,1 bilhões em em 25 anos —entre 1995 a 2019—, segundo pesquisa divulgada na última sexta-feira (10), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o levantamento, nesse período o total de aportes via fundo corresponde a 4,4% de todo o volume destinado à região (R$ 290,9 bilhões). Apesar do volume, Alagoas é o Estado do Nordeste que menos recebeu recursos. A Bahia foi o que mais recebeu aportes via FNE, num total de R$ 75,1 bilhões bilhões, ou 25,8% do total de recursos. Em seguida aparecem O Ceará (R$ 41,3 bilhões), Pernambuco (R$ 38,5 bi), Maranhão (R$ 31,7 bi) e Piauí (R$ 23,1 bi). Apesar de ser o menos favorecido com aportes do FNE, Alagoas registrou um crescimento de 204,3% no volume aportado entre 1995 e 1995 —quando foi movimentado R$ 1,1 bilhão— e 2015 a 2019, quando foram movimentados R$ 3,5 bilhões. Nesse período, em toda a região, os aportes saltaram de R$ 17,3 bilhões para R$ 110,2 bilhões. A pesquisa do Ipea revela ainda que entre 2000 e 2019, os setores que mais contrataram crédito via FNE em Alagoas foram a agropecuária, com R$ 5,59 bilhões, indústria (R$ 3,05 bilhões), comércio e serviços (R$ 2,9 bilhões) e infraestrutura (526,5 milhões). Gerido pelo Banco do Nordeste (BNB), o FNE tem o objetivo de ser um dos instrumentos de financiamento da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) visando a contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região. Economista e pesquisador do Ipea, Aristides Monteiro Neto explica que, antes da existência do FNE, apesar de já importante, o BNB possuía atuação limitada devido à escassez de recursos, situação que foi revertida a partir da década de 1990. “A economia da região Nordeste, área de atuação do BNB, ainda que tenha apresentado performance econômica positiva nessas últimas duas décadas, viu se expandirem com mais intensidade as atividades agroexportáveis e do setor de serviços que as industriais. Ou seja, atividades caracterizadas por baixo impulso dinâmico setorial e inter-regional (agropecuária e serviços) tiveram mais proeminência econômica que aquelas cujos efeitos para frente e para trás são mais expressivos (a indústria)”, acrescenta.

Relacionadas