Comércio exterior
BALANÇA COMERCIAL DE AL REGISTRA SUPERAVIT DE R$ 352 MILHÕES
É o melhor resultado para o mês de janeiro desde 2013, quando a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 133 milhões
A balança comercial alagoana —medida pela diferença entre as exportações e importações— registrou um superavit de US$ 67,8 milhões (o correspondente a R$ 352 milhões no câmbio atual) em janeiro, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. É o melhor resultado para o mês desde 2013, quando a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 133 milhões (R$ 690,6, no câmbio atual).
O resultado foi puxado pelo crescimento das exportações no primeiro mês do ano, que teve alta de 116% em relação ao mesmo período do ano passado e atingiu US$ 117,3 milhões (RS 609,12 milhões). Já as importações recuaram 8,2% ante janeiro de 2022 e somaram US$ 49,5 milhões (R$ 49,5 milhões).
De acordo com os dados do Ministério da Economia, o açúcar representou 81% das exportações alagoanas no mês passado, movimentando US$ 94,7 milhões, uma alta de 114% em relação a janeiro de 2022. Foi o melhor resultado para o mês em cinco anos, apontam os dados. Em segundo lugar aparecem minérios de cobre e seus concentrados, que movimentaram US$ 20,7 milhões.
Em todo o País, o bom desempenho da safra de milho e as exportações de petróleo fizeram a balança comercial iniciar 2023 com o maior superavit para meses de janeiro em 17 anos. No mês passado, o país exportou US$ 2,716 bilhões a mais do que importou. Em janeiro do ano passado, a balança tinha registrado deficit de US$ 58,7 milhões. Este é o melhor resultado para o mês desde 2006.
No mês passado, o Brasil vendeu US$ 23,137 bilhões para o exterior e comprou US$ 20,420 bilhões. As exportações subiram 11,7% em relação a janeiro do ano passado, pelo critério da média diária, e bateram recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1989. As importações caíram 1,7% pelo critério da média diária, mas subiram 2,3% no valor absoluto, por causa do maior número de dias úteis em janeiro deste ano, e também bateram recorde.
No caso das exportações, o recorde deve-se mais ao aumento do volume comercializado do que aos preços internacionais das mercadorias. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média 9,5% na comparação com janeiro do ano passado, enquanto os preços médios aumentaram 5,6%.
A valorização dos preços das mercadorias vendidas para o exterior poderia ser maior não fosse a queda do minério de ferro, cuja cotação caiu 7,2% na mesma comparação, e por produtos industrializados de ferro, como ferro-gusa, ferro-esponja e ligas de ferro, cujo preço recuou 11,8%, ainda sob reflexo da desaceleração da economia chinesa.
Nas importações, a quantidade comprada caiu 1,6%, refletindo a desaceleração da economia, mas os preços médios aumentaram 5%. A alta dos preços foi puxada principalmente por petróleo e medicamentos, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Os preços dos fertilizantes químicos, que subiram fortemente no ano passado, caíram 7,1% entre janeiro de 2022 e de 2023. Com informações da Agência Brasil.