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Petr�leo: reservas nacionais cresceram 3,3%

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NICOLA PAMPLONA (AE) As reservas brasileiras de petróleo cresceram 3,3% em 2004, atingindo 13,02 bilhões de barris, ante 12,6 bilhões registrados em 2003, informou, na última sexta-feira, a Petrobras. No ano passado, a empresa acrescentou 1,02 bilhão de barris de descobertas, como os campos de Golfinho, no Espírito Santo, Piranema, em Sergipe, e as três novas jazidas do Parque das Baleias: Baleia Anã, Baleia Bicuda e Baleia Azul. A produção total de petróleo em 2004 foi de 600 milhões de barris. Além das descobertas, a Petrobras ampliou os volumes recuperáveis de campos já existentes, como Espadarte, Roncador e Badejo, na Bacia de Campos. Os volumes referem-se ao cálculo sob os critérios da Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (SPE, na sigla em inglês). Pela metodologia da Security Exchange Comission (SEC, reguladora do mercado acionário americano), mais rigorosos, as reservas brasileiras de petróleo ficaram em 10,57 bilhões de barris em 2004. A empresa informou que suas reservas totais, incluindo gás natural e negócios no exterior, chegaram a 14,89 bilhões de barris de óleo equivalente em 2004 pelo critério da SPE e 11,82 bilhões de barris segundo os cálculos da SEC. No exterior, as reservas da empresa são de 1,87 bilhão de barris de óleo equivalente de acordo com a primeira metodologia e 1,25 bilhão de barris de acordo com a segunda. O cálculo da SEC leva em conta o estágio dos projetos de produção e a existência de contratos para a venda de gás natural. O aumento é fruto de bons resultados no Golfo do México, na Nigéria e no Peru. Gás natural Apesar da declaração de comercialidade do campo de Lagosta, na Bacia de Santos, as reservas de gás natural caíram de 316 bilhões para 313 bilhões de metros cúbicos em 2004. Em 2003, as reservas deram um salto de 86 bilhões de metros cúbicos, com a descoberta do campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, mas este ano o crescimento não foi suficiente para compensar os volumes produzidos. Lagosta é desenvolvido em parceria com a americana El Paso, que deve entregar ainda este ano o plano de investimentos no campo para os próximos anos. A apropriação de novas reservas elevou a vida útil das jazidas de petróleo brasileiras para 17,6 anos, segundo os critérios da SEC. Somando as reservas internacionais, a Petrobras tem petróleo e gás suficientes para 21,3 anos de produção. Em 2004, para cada barril produzido, a estatal apropriou 1,7 barril de novas reservas.

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