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AL esnoba financiamentos p�blicos federais

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PATRYCIA MONTEIRO O cidadão alagoano de vez em quando se confronta com notícias referentes à busca de recursos federais, tanto por parte de representantes do governo do Estado como dos representantes dos municípios. Com o pires na mão, os gestores públicos fazem freqüentes visitas a Brasília em busca de dinheiro da União para tocar projetos e obras cujas receitas locais não conseguem cobrir. Os episódios chegam a ser repetitivos. E quando a resposta é negativa ou dúbia por parte da União, a cantilena, do outro lado, quase sempre é a mesma de que, por bairrismo ou questões políticas, Alagoas deixou de ser beneficiado por recursos orçamentários. O que pouca gente sabe e pouco se comenta é que há programas de ordem federal ? onde a verba e a boa vontade são abundantes ? que Alagoas não usufrui em toda sua plenitude apenas por falta de projetos ou de organização. Desta série fazem parte os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ambos com operações centralizadas pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) na região ? embora o Banco do Brasil também realize parte das operações nordestinas do Pronaf. Vale ressaltar que estes programas fazem parte de linhas de financiamento público, voltadas para o setor produtivo, onde as taxas de juros costumam ser as mais atrativas do mercado. Não é doação, é empréstimo. Mas todo empreendedor, por menor que seja o porte de sua empresa, sabe da importância do crédito para impulsionar os negócios. Pois é no pagamento a médio e longo prazos que se faz investimentos fundamentais para a expansão e modernização das empresas. Entretanto, Alagoas parece esnobar o crédito existente. E no Estado que se registram os resultados mais tímidos de captação nas linhas de crédito oferecidas pelo governo federal. Só para se ter uma idéia, o Estado é o que menos recolhe recursos do Pronaf no país ? dado lamentável para os pequenos agricultores alagoanos, que poderiam se beneficiar deste dinheiro para comprar sementes ou equipamentos agrícolas, aproveitando prazos de carência e bônus de adimplência ? que são algumas das facilidades oferecidas pelo BNB no programa. Nas matérias seguintes, a GAZETA mostra os volumes de empréstimo em Alagoas, as razões por que o Estado não se beneficia melhor deles e quanto os outros estados do Nordeste captaram de recursos.

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