Pesquisa
PRODUTOS DA CESTA BÁSICA TÊ,M VARIAÇÃO DE ATÉ 150% EM MACEIÓ
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Os preços dos produtos da cesta básica em Maceió podem variar até 150% de um estabelecimento para o outro, conforme pesquisa realizada pelo Procon Maceió e divulgada nesta segunda-feira (27). O levantamento foi realizado em cinco estabelecimentos da capital, consultando 13 itens, como arroz parboilizado, açúcar, feijão, farinha de mandioca, macarrão, leite em pó, dentre outros.
A pesquisa constatou que os preços dos produtos podem variar de R$ 59,90 a R$ 180,12, a depender dos itens e as marcas. A cesta básica avaliada pelo Procon é composta por um item de cada.
“Verificamos também que um item de um estabelecimento para o outro pode alterar em até 150% o seu valor. Por isso, ressaltamos a importância de realizar e divulgar a pesquisa, com o intuito de comparar os preços dos estabelecimentos. Nossa intenção é facilitar para que os consumidores possam economizar nas compras”, explica Leandro Almeida, diretor-executivo do Procon Maceió.
Como a Gazeta de Alagoas mostrou, em janeiro o custo da cesta básica subiu em 11 das 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo o levantamento, as maiores altas foram observadas na capitais nordestinas, com destaque para Recife (7,61%), João Pessoa (6,80%), Aracaju (6,57%) e Natal (6,47%).
Por outro lado, as capitais da Região Sul do país apresentaram as maiores quedas, com Florianópolis na liderança (-1,11%), seguida por Porto Alegre (-1,08%) e Curitiba (-0,50%).
Assim como ocorreu em dezembro, São Paulo continua aparecendo na pesquisa como a capital onde o conjunto de alimentos básicos apresenta o maior custo. Na capital paulista, o custo médio da cesta básica em janeiro era de R$ 790,57. Em seguida, apareceram as cestas básicas do Rio de Janeiro (R$ 770,19), Florianópolis (R$ 760,65) e Porto Alegre (R$ 757,33). Já a cesta mais barata era a de Aracaju, onde o custo médio correspondia a R$ 555,28 em janeiro.
Com base na cesta mais cara, que em janeiro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo deveria ser de R$ 6.641,58 em janeiro, o que corresponde a cinco vezes mais do que o valor vigente, que é de R$ 1.302.