Economia
R�ssia, Jap�o e EUA compram metade das exporta��es de AL
De acordo com o economista Salmíneo Nascimento, há outro fator de concentração que também é muito preocupante nas exportações alagoanas: o limitado número de países compradores dos produtos do Estado. ?Quase metade dos produtos alagoanos comercializados fora do país são importados por três mercados: Rússia, Japão e Estados Unidos. Isso é ruim do ponto de vista dos negócios porque, caso um destes países resolva impor barreiras comerciais a Alagoas, com muita dificuldade nossos produtos podem ser redirecionados para outros mercados?, explica o executivo do Banco do Nordeste do Brasil, ressaltando que se isso acontecesse certamente o desempenho alagoano da balança comercial seria muito prejudicado. Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Rússia comprou 30% dos produtos exportados pelo Estado em 2004, enviando US$ 139 milhões em divisas. O Japão, por sua vez, foi o segundo maior mercado de Alagoas, com 11% das exportações, somando US$ 53 milhões em volumes financeiros, enquanto os Estados Unidos ficam com 8% dos produtos alagoanos, remetendo US$ 37 milhões para o Estado. Mas, segundo Nascimento, é preciso diversificar e traçar novas estratégias para o Estado. ?Cabe às entidades de classe, como a Federação das Indústrias, bem como à Secretaria da Indústria e Comércio, divulgar entre os empresários os mecanismos disponíveis hoje para a exportação que atende às necessidades dos pequenos e médios empresários?, sugere o executivo. ?Atualmente, um microempresário nem precisa dominar outro idioma, nem saber como negociar com estrangeiros para enviar os seus produtos para o exterior. Basta ir a uma agência dos Correios dotada do sistema Exporta Fácil que é possível fazer a entrega com baixos custos?, diz Nascimento. Além disso, os exportadores em potencial podem buscar maiores informações sobre operações de exportação nas agências do Banco do Brasil e até buscar financiamento para operações de câmbio no próprio Banco do Nordeste.