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Economia

Exporta��es de AL cresceram 26,8% em 2004

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PATRYCIA MONTEIRO Acompanhando a tendência superavitária da balança comercial brasileira, as exportações alagoanas cresceram 26,81% em 2004. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ano passado, o Estado comercializou US$ 457 milhões 658 mil em produtos no exterior, enquanto as importações somaram US$ 67,393 milhões. Com esse resultado, Alagoas foi o 18o Estado em exportações no país e o 6o maior exportador no Nordeste. Embora Alagoas tenha contribuído positivamente para o desempenho da balança comercial brasileira, sua média se manteve abaixo das taxas de crescimento tanto nacionais quanto regionais. No mesmo período, as exportações brasileiras cresceram 32%, enquanto as nordestinas variaram 31,6%. ?Esse crescimento relativo é causado pela pouca diversificação encontrada na pauta de produtos exportados, mas também pela cultura exportadora que ainda é incipiente no Estado?, diz o economista Salmíneo da Silva Nascimento, gerente-executivo da Célula de Articulação para Negócios da Superintendência Regional do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em Alagoas e Sergipe. De fato, conforme os resultados mensais do MDIC apontaram durante o ano inteiro, as exportações alagoanas ainda estão muito concentradas em dois segmentos produtivos: o da agroindústria canavieira e do setor cloroquímico. Só para se ter uma idéia, o volume financeiro negociado por todos os produtos do setor sucroalcooleiro ? álcool, açúcar e melaço ? correspondem a 84% das exportações alagoanas. Ao somar os valores relativos aos negócios do setor canavieiro aos produtos comercializados pela Braskem ? que é a responsável pela exportação de dicloroetano e policloreto de vinila ? a concentração da pauta é ainda mais patente, totalizando 98,44% das vendas. O cimento foi um dos produtos que obteve melhor desempenho na balança comercial alagoana. Com variação de 137,01%, a quantidade do produto exportado pela multinacional portuguesa Cimpor mais que dobrou do período entre 2003 e 2004 - de 22 milhões de quilos saltou para 55 milhões ? o que se refletiu no faturamento, que subiu de US$ 788 mil para US$ 1,8 milhão.

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