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Alagoas faz embarque in�dito de �lcool neutro

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PATRYCIA MONTEIRO O grupo Maranhão fez o primeiro embarque de álcool neutro pelo Porto de Maceió, ontem ? antes, a operação de transporte para exportação do produto era realizada pelo Porto de Cabedelo, localizado na Paraíba, que detinha uma infra-estrutura mais apropriada para fazer esse deslocamento. Mais apurado do que o anidro e o hidratado, o álcool neutro é produzido para atender às demandas das indústrias de bebidas, medicamentos e cosméticos. Esse derivado de cana-de-açúcar é cinco vezes mais destilado que os outros alcoóis e requer uma tecnologia mais sofisticada tanto na fabricação quanto no armazenamento. O álcool neutro passou a ser produzido em Alagoas desde o ano passado e, atualmente, apenas a Usina e Destilaria Santo Antônio, do Grupo Maranhão, o desenvolve. No mercado internacional, o seu preço é pelo menos 10% maior do que o dos alcoóis combustíveis, por causa do seu valor agregado. Com cheiro e sabor muito sutis ? uma requisição dos exigentes compradores internacionais, já que o produto é matéria-prima de itens de ingestão humana ? o álcool neutro não pode ser transportado pelos mesmos dutos dos alcoóis convencionais. Por isso, o Grupo Maranhão resolveu destinar parte de seus recursos próprios na adequação dos sistemas de bombeamento da Transpetro, existentes no Porto de Maceió, em uma típica Parceria Público-Privada (PPP). ?Investimos R$ 300 mil para adaptar a infra-estrutura de uma linha de abastecimento de diesel marítimo que a Transpetro tinha construído há anos e que estava desativada?, conta José Ernesto Maranhão, diretor-comercial do grupo. ?Para nós, esse investimento foi compensador porque no Porto de Cabedelo o embarque do álcool produzido na Paraíba tinha mais prioridade de embarque que o nosso de Alagoas?, afirma, mencionando que com a demora no envio da mercadoria no exterior a Usina Santo Antônio perdia em competitividade, tendo que fazer consultas freqüentes sobre a disponibilidade do porto. Isso sem mencionar os cus-tos adicionais com transporte rodoviário. Em média, segundo José Ernesto Maranhão, a despesa era de US$ 15 sobre o metro cúbico de álcool neutro. ?Com a remessa por Alagoas, economizaremos cerca de US$ 15 mil nessa primeira experiência?, explica. De acordo com o diretor-comercial da usina, a Transpetro garantiu uma contrapartida pelo investimento realizado. Mas, por enquanto, os valores ainda estão sendo negociados.

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