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Nº 5750
Economia

Gasolina alagoana ainda � a mais cara do NE

FERNANDO COELHO Pelo menos uma vez por semana, ao encher o tanque de seu automóvel, o maceioense sente no bolso o elevado custo dos combustíveis na capital. Para os donos de veículos a gasolina, o impacto é ainda maior. Basta comparar os valores da últ

Por | Edição do dia 23/01/2005 - Matéria atualizada em 23/01/2005 às 00h00

FERNANDO COELHO Pelo menos uma vez por semana, ao encher o tanque de seu automóvel, o maceioense sente no bolso o elevado custo dos combustíveis na capital. Para os donos de veículos a gasolina, o impacto é ainda maior. Basta comparar os valores da última pesquisa realizada pela da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e identificar Maceió como líder no ranking que afere o preço entre as capitais nordestinas. O pior é que a qualidade do produto que circula na cidade não é das melhores. Assim, basta cruzar a fronteira para encontrar combustível melhor e mais barato. Na última semana, o preço médio do litro da gasolina chegou a custar R$ 2,476 em Maceió, contra R$ 2,275 em Aracaju. Ao encher um tanque com 50 litros do combustível, o consumidor sergipano tem uma economia de R$ 10,05 em relação ao alagoano. Caso abasteça o veículo dessa forma uma vez por semana, a diferença sobe para R$ 40,20 ao mês. Além de mais barata, a gasolina de Aracaju tem um dos melhores índices de pureza da região Nordeste, ao contrário da alagoana, que está em último lugar no quesito. Curiosamente, Aracaju tem o preço mais alto entre as distribuidoras, que vende o produto a R$ 2,034. Lá, a gasolina chega mais cara e sai mais barata em relação aos postos das outras capitais. Sergipe produz petróleo, mas não tem nenhuma refinaria. No caso do álcool, o consumidor maceioense sai mais uma vez em desvantagem. Apesar do maior preço final ser encontrado em Aracaju, Maceió registra um valor médio ainda maior que Recife: R$ 1,632 contra R$ 1,546 da capital vizinha. O problema é que Alagoas é o maior produtor de álcool do Nordeste e um dos maiores do País, superando em mais do dobro a produção do Estado pernambucano. O álcool alagoano também não é dos melhores: 16,5% das amostras pesquisadas nos postos da capital estavam fora do padrão de qualidade, um dos piores do Nordeste. GNV Os motoristas recifenses que optaram pelo kit gás em seus veículos saíram na vantagem em relação às capitais pesquisadas. Lá, o preço do metro cúbico não chega a um real, ficando em R$ 0,999. O que intriga é que, mesmo a produção alagoana sendo bem maior que nos outros estados analisados, o preço por aqui é o segundo mais caro, custando na bomba, em média, R$ 1,134 por metro cúbico. Apenas no caso do diesel, que movimenta caminhões, picapes e utilitários, Maceió tem uma certa vantagem, com o preço final ao consumidor ficando mais caro apenas que em Recife. Mesmo assim, a capital pernambucana compra o líquido com valor maior que Maceió. O produto tem o valor mais alto em Aracaju, chegando a custar nas bombas R$ 1,658. Em compensação, o índice de amostras irregulares na capital sergipana é praticamente zero. Até mesmo no gás de cozinha Maceió fica atrás de Recife, que vende o botijão de 13kg por um preço médio de R$ 29,00 contra R$ 30,44 da capital alagoana.

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