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Nº 5750
Economia

Pa�s tem de criar 56 milh�es de empregos em 15 anos

Para chegar a 2020 com os índices atuais de emprego verificados no Japão, o Brasil precisaria criar em 15 anos cerca de 56,4 milhões de postos de trabalho. Para isso, o ritmo de crescimento econômico anual do País teria de ser de 5,4%. Ainda assim, fica

Por | Edição do dia 23/01/2005 - Matéria atualizada em 23/01/2005 às 00h00

Para chegar a 2020 com os índices atuais de emprego verificados no Japão, o Brasil precisaria criar em 15 anos cerca de 56,4 milhões de postos de trabalho. Para isso, o ritmo de crescimento econômico anual do País teria de ser de 5,4%. Ainda assim, ficariam fora do mercado de trabalho perto de 8,7 milhões de pessoas. A estimativa consta da quinta edição do Atlas da Exclusão Social, que será apresentado no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. A obra se apóia em números de 2002 do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), que apontavam cerca de 22 milhões de desempregados no País. O Atlas da Exclusão Social, elaborado por 17 pesquisadores, contém dados de 5.500 municípios brasileiros e, pela primeira vez, traz projeções de metas, com expectativa de prazo e custos, em oito áreas essenciais da sociedade. O critério comparativo adotado é o da percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) que um país investe em estágios intermediário e avançado em cada área. No livro, o Japão figura entre os países avançados em níveis de oferta de emprego. Comparações O Brasil também é comparado com a Grécia, que recebe classificação de nível intermediário. Para atingir os atuais números gregos nos próximos 15 anos, o País teria de fomentar a criação de 50,4 milhões de empregos e obter um crescimento econômico anual de 5%. Esse resultado ainda deixaria de fora cerca de 14,7 milhões de trabalhadores. Para o economista Alexandre Barbosa, um dos organizadores do projeto, a importância do estudo está em adotar os mesmos critérios da Organização Internacional do Trabalho (OIT), uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). Um deles é o Déficit de Trabalho Decente, critério que considera os trabalhadores desempregados e aqueles que exercem atividades informais ou não-remuneradas. “Com isso, é possível nos aproximar melhor da realidade”, explicou Barbosa.

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