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APOLLO PEDE AVAL PARA AVANÇAR EM PROCESSO DE COMPRA DA BRASKEM

Segundo fontes, a expectativa é que o conselho da gestora americana se posicione ainda nesta semana sobre o pedido, feito dias atrás

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A proposta da empresa americana Apollo compreende 100% das ações da petroquímica
A proposta da empresa americana Apollo compreende 100% das ações da petroquímica -

O processo de venda da Braskem caminha lentamente para mais um capítulo, mas a indefinição dos planos da Petrobras para sua fatia na petroquímica parece estar limitando o ritmo de evolução. Seis meses depois de ter encaminhado à Novonor uma nova proposta de compra e de solicitar centenas de informações sobre a companhia brasileira, a Apollo finalmente pediu autorização a seu “board” para seguir para a etapa mais complexa e cara da due diligence, apurou o Valor. Segundo fontes próximas às negociações, a expectativa é que o conselho da gestora americana se posicione ainda nesta semana sobre o pedido, feito dias atrás. Embora tenha reiterado interesse no negócio, contaram as fontes, até agora a Apollo havia se limitado a pedir informações e documentos adicionais à petroquímica e à Novonor, que é assessorada pelo Morgan Stanley. “Foi uma due diligence dos negócios, até agora”, afirmou uma fonte.

A due diligence dos passivos da Braskem exigirá investimentos mais significativos, sobretudo no que tange ao problema geológico em Alagoas, e tende a ser mais extensa, acrescentou. A proposta da Apollo compreende 100% das ações da petroquímica, incluindo portanto a fatia da Petrobras. E, apesar do “data room” recheado, ainda não há sobre a mesa uma oferta vinculante ou não vinculante de compra. “A due diligence para identificação de passivos também não começou”, disse uma das fontes. A leitura é que a gestora estaria esperando a sinalização da Petrobras sobre o futuro de sua participação na Braskem para dar o próximo passo. Com a troca no governo federal, a estatal suspendeu a venda de ativos com contratos ainda não assinados por 90 dias, contados a partir de março, em meio à reavaliação da Política Energética Nacional e à reformulação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que estão em curso. Há cerca de um mês, o novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, chegou a dizer à Bloomberg que a estatal poderia vender ou elevar sua participação na Braskem. Poucos dias depois, a petroleira informou que “não houve qualquer decisão da diretoria executiva ou do conselho de administração em relação ao processo”. A Novonor controla a Braskem com 50,1% do capital ordinário e 38,3% do total. A Petrobras tem 47% das ações ON e 36,1% do total. Prates não teria, até o momento, se reunido com Novonor para tratar do tema Braskem, disseram duas fontes. Conforme o Valor informou, há, dentro do novo governo, defensores da manutenção da Petrobras na indústria petroquímica, como fizeram outras grandes petroleiras. Além disso, a venda a estrangeiros de um ativo considerado estratégico não é bem vista por Brasília. Do lado da Novonor, disseram as fontes, a intenção ainda é a de vender a petroquímica neste ano, inclusive porque a subida recente da taxa de juros eleva o tamanho de sua dívida. Mas parece cada vez menos provável que haja tempo hábil para fechamento da operação neste prazo.

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