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ALAGOAS É O 5º DO PAÍS COM MAIS DOMICÍLIOS QUE RECEBEM BENEFÍCIOS
Em 2022, o Auxílio Brasil –atual Bolsa Família– chegou a 34,8% domicílios do Estado, segundo o IBGE
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) Contínua divulgados nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que Alagoas teve a quinta maior proporção de domicílios beneficiados com o Auxílio Brasil – atual Bolsa Família – em 2022, com 34,8%.
No ano passado, somente o Maranhão (40,7%), o Piauí (40,3%), a Paraíba (35,5%) e o Pará (34,9%) registraram, em relação a Alagoas, uma proporção maior de domicílios recebendo rendimentos do programa social. Na outra ponta do ranking estão Santa Catarina (3,7%), Rio Grande do Sul e São Paulo (ambos com 6,8%) tiveram os menores percentuais.
A pesquisa aponta que a trajetória dos últimos anos indicava uma queda gradual nesse percentual, que chegou a alcançar 26,4% dos domicílios alagoanos em 2019, ou seja, 8,4 pontos percentuais abaixo do observado em 2022. Em números absolutos, estimou-se que 383 mil lares no estado recebiam Auxílio Brasil/Bolsa Família no ano passado.
Para os pesquisadores, a dinâmica sofreu uma mudança nos primeiros anos da pandemia (2020 e 2021). Em função da criação de auxílios emergenciais, a proporção de lares alagoanos beneficiados pelo Auxílio Brasil/Bolsa Família caiu para 12,2% em 2020 e, após mudanças na política de concessão do auxílio em 2021,voltou a aumentar o percentual de domicílios com alguém recebendo Bolsa Família (21,3%).
Por outro lado, a categoria “Outros programas sociais”, na qual se inclui o Auxílio Emergencial, disparou em 2020 (37,2%) e caiu em 2021 (25,9%). No ano passado, seguiu em forte redução (8,2%).
A Pnad mostra ainda que o rendimento médio mensal real da população residente com rendimento de todas as fontes foi de R$ 1.600 em Alagoas, 4,0% maior que em 2021 e 0,6% maior que no início da série, em 2012. O de todos os trabalhos ficou em R$ 1.780, caindo 0,3%. Já o de outras fontes cresceu 14,2%, alcançando R$ 1.096 em 2022, com o item aposentadoria e pensão mantendo-se com a maior média em 2022 (R$1.805) e destaque para o item outros rendimentos, subindo de R$ 453 para R$ 614 (alta de 35,5%), alcançando o segundo maior valor da série.
Já o rendimento médio mensal da categoria Aluguel e arrendamento caiu de R$ 1.156 em 2021 para R$ 1.104 em 2022. Esse movimento foi acompanhado pelas regiões Nordeste, Sul e Sudeste, a última apresentando a maior queda, de R$ 2.261 para R$ 1.815.
Em todo o Brasil, o rendimento médio mensal domiciliar per capita foi de R$ 1.586 em 2022, crescendo 6,9% frente a 2021, quando havia atingido o menor valor da série histórica (R$ 1.484), após dois anos de quedas durante a pandemia de Covid-19. Em 2022, a massa do rendimento mensal real domiciliar per capita subiu 7,7% ante 2021, chegando a R$ 339,6 bilhões em 2022. A região Nordeste segue com menor rendimento médio mensal domiciliar per capita (R $1.011), enquanto a Sul segue com o maior (R$ 1.927).
O percentual de pessoas com algum tipo de rendimento na população do país subiu de 59,8% em 2021 para 62,6% em 2022. Houve crescimento em todas as regiões e o Sul teve a maior estimativa (67,0%), enquanto a região Norte contou com a menor (55,9%).
Cresceu também o percentual de pessoas com rendimento de todos os trabalhos, indo de 41,1% em 2021, para 44,5% em 2022, o que evidencia o aumento de ocupação no país. Em contrapartida, no mesmo período caiu de 24,8% para 24,4% o percentual das pessoas com rendimentos de “Outras fontes”. Dentro do segmento “Outras fontes”, 13,3% (28,5 milhões de pessoas) da população residente recebiam “Aposentadoria e Pensão” em 2022, enquanto 8,9% recebiam “Outros rendimentos”, 2,0% recebiam “Pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador” e 1,7% “Aluguel e arrendamento”.