Economia
Palocci: Brasil deve integrar G7 por direito e n�o por convite
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, defendeu que o Brasil tenha participação ?por direito? e não mais por convite no grupo das nações mais ricas do mundo, durante um encontro do G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) para o qual o Brasil foi convidado. ?Eu espero que no futuro não seja preciso um convite para o Brasil estar num G-10 ou G-11, espero que no futuro o Brasil esteja por direito. É isso que nós buscamos com o ajuste da economia brasileira. O Brasil é um país com um potencial extraordinário, a China, a África do Sul e a Índia também?, disse Palocci. Para o ministro, da mesma forma que os países em desenvolvimento fizeram a sua parte, com ajuste fiscal e controle de inflação, as economias desenvolvidas precisam também fazer, para garantir a sustentabilidade das economias em desenvolvimento, pois ?quando há desequilíbrios em nações fortes, eles afetam de maneira muito forte as nações em desenvolvimento?. ?Se nós tivermos a segurança de que as principais economias farão também o seu esforço, como os países em desenvolvimento estão fazendo, nós passamos a ter uma garantia praticamente de que os próximos anos serão de grande crescimento e de grandes repercussões sociais para os países em desenvolvimento?, disse ele. Palocci ainda sugeriu que o Banco Central deve continuar a comprar dólares no mercado para recompor reservas e que pode até intensificar as compras. ?Assim como o dólar cai em relação ao real, ele tem caído em relação a quase todas as moedas do mundo, então não há ação do Banco Central brasileiro capaz de fazer nenhuma modificação?, disse para explicar que as atuações do BC não têm como objetivo segurar a queda do dólar.