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Turismo brasileiro nos EUA cresce mais de 25%

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O número de viagens de brasileiros para os EUA deve aumentar mais de 25% este ano devido à queda do dólar em relação ao real, disse o gerente da Travel Industry Association (TIA) para a América Latina, Luiz Moura. Segundo estimativas da associação relativas a 2004, cerca de 400 mil brasileiros foram aos EUA no ano passado e para este ano a expectativa é de que esse número suba para mais de 500 mil. ?Os EUA voltam a ganhar espaço como destino turístico graças ao dólar mais acessível. O preço das passagens aéreas não baixou, mas seu valor em reais ficou menor e, além disso, os gastos com hospedagem e alimentação caíram bastante em relação à Europa.? Segundo o diretor da United Airlines no Brasil, Josué Meza, os vôos de São Paulo e do Rio de Janeiro para Chicago e Washington têm partido com lotação completa. ?No ano passado, nossos vôos tinham 86% de ocupação e neste ano registramos 92%, uma marca excepcional?, disse. A empresa utiliza aviões com capacidade para 196 passageiros em suas linhas para o Brasil, mas se a tendência de crescimento da ocupação das aeronaves se mantiver, poderão ser utilizados aviões com capacidade maior. Turismo mundial Afetada drasticamente pelos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, a indústria turística mundial se recuperou e, após três anos de estagnação, fechou 2004 com números recordes. Segundo a Organização Mundial do Turismo, ligada à ONU, o número de desembarques internacionais aumentou 10% no ano passado - foi a maior taxa desde 1976, para inéditos 760 milhões. A melhora da situação geopolítica mundial, o fim da ameaça da Sars (síndrome respiratória aguda grave) e, principalmente, a recuperação da economia mundial - sobretudo dos EUA e da Europa - são os propulsores da alta, afirma relatório da OMT. O Brasil, onde em 2003 o número de desembarques crescera 8%, não aparece no relatório mais recente. A combinação da recuperação econômica com a desvalorização do peso fez da Argentina o destaque da região sul-americana, com um crescimento de 11% nos primeiros três trimestres (último dado disponível).

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