Feirinha
ARTESÃOS DA PAJUÇARA VEEM RETRAÇÃO DE 60% NAS VENDAS
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O final do mês fez muitos comerciantes e artesãos da Ferinha de Artesanato da Pajuçara fecharem no vermelho. A queda nas vendas comparada com o período da alta temporada foi desanimadora e em alguns casos chega a 60%. A falta de eventos corporativos como congressos de empresas, segmentos profissionais e até religiosos fez o movimento despencar.
Segundo os artesãos, as imagens que mostram a cidade lotada nos locais de eventos juninos, com destaque para o Jaraguá, não tem nenhum reflexo entre os corredores abarrotados de peças artesanais em couro, crochê, renda, filé e macramê.
Vivendo de artesanato desde os 13 anos, quando começou com a mãe, a artesã Phiana Farias conta que a expectativa está para o mês de julho, período em que as férias são declaradas oficialmente em todo o país e as pessoas costumam viajar. Com a percepção de quem conhece bem os clientes, ela acredita que o fluxo de paulistas, mineiros, goianos e catarinenses deve alavancar as vendas.
Indagada sobre se as chuvas que têm caído na cidade atrapalham as vendas, ela explica que até colaboram para a presença de turistas no local. Mas, que quando o sol aparece eles também somem. “E ainda assim, queM fica não olha as peças com um pouco mais de valor. Em geral a maioria não leva produtos acima de R$ 100, preferindo pequenas lembranças”, disse.
Phiana está confiante na virada das vendas com a chegada dos primeiros grupos ainda na primeira quinzena de julho. Ela conta que se prepara para o período produzindo ali mesmo no pequeno espaço de 1,5 m quadrado em meio as peças que expõe.
RECUPERAÇÃO
Sua colega de trabalho a artesã Rosa Faustino acredita que o movimento fraco é reflexo do perfil do turista que está visitando a cidade no momento. São pessoas que haviam comprado pacotes durante a pandemia e que estão viajando agora por encaixe ou até mesmo com as milhas que vinham acumulando pelo uso do cartão. “Noto que as pessoas estão com pouco dinheiro mesmo, talvez por conta dos reflexos da pandemia. Acho até que muitos que estão viajando agora é com as milhas acumuladas e aí priorizam os gastos com o hotel, alimentação e na hora de comprar artigos artesanais são mais contidos e levam mais lembrancinhas”, ponderou Rosa.