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Emprego

AL TEM INCREMENTO DE 17,1 MIL TRABALHADORES FORMAIS EM UM ANO

Estoque de emprego no Estado saltou de 363,7 mil em maio do ano passado, para 380,8 mil em maio deste ano, segundo dados do Caged

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O segmento de serviços aumentou em 7.771 novos trabalhadores o estoque de empregos
O segmento de serviços aumentou em 7.771 novos trabalhadores o estoque de empregos -

Alagoas somou 17.134 novos trabalhadores formais em um ano, no intervalo entre maio de 2022 e maio de 2023, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nessa quinta-feira (29). Ao todo, o estado tem 380.840 trabalhadores com carteira assinada, ante 363.706 em maio de 2022. Quando analisados os dados de Alagoas por setores, o segmento de serviços aumentou em 7.771 novos trabalhadores o estoque de empregos, saindo de 180.898 empregados para 188.669 no período analisado. Já a indústria alagoana somou 4.614 novos trabalhadores no período, ao sair de um total de 56.144 trabalhadores para 60.578. Já o setor de comércio ganhou 4.271 novos trabalhadores, saindo de 88.638 para 92.909. Em relação aos municípios, Maceió continua com o maior estoque de empregos de Alagoas, com 211.131. Logo em seguida aparece Arapiraca, com 38.143. Em terceiro lugar está Rio Largo, com 11.839. Já o menor estoque de empregos em Alagoas está em Palestina, com apenas 3 trabalhadores com carteira assinada. Minador do Negrão tem 10 trabalhadores formais e Olho d’Água Grande tem 16. Os dados do Caged, no entanto, mostram que em maio Alagoas fechou 8.188 postos de trabalho. O resultado é puxado, majoritariamente, pelas demissões do setor canavieiro, que é sazonal. Em nível nacional, o Brasil registrou saldo positivo de 155.270 empregos com carteira assinada. O resultado se explica pela diferença entre os 2.000.202 de admissões e pouco mais de um 1.844.932 de desligamentos. Nos primeiros cinco meses do ano foram criados 865 mil postos de trabalho, alcançando um estoque de mais de 43 milhões de empregos formais no país. Apesar dos números positivos, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o resultado ficou abaixo da expectativa, que era de 180 mil empregos, por causa da política de juros altos praticada pelo Banco Central. “O que frustrou um número ainda melhor – o número é positivo, temos de lembrar isso, 155 mil não é desprezível de saldo positivo para o mês de maio – porém as nossas previsões eram para números ainda maiores. Trabalhávamos com a previsão mínima da ordem de 180 mil empregos. E é flagrante o que leva a esse processo. É exatamente a ausência de crédito e, portanto, a ausência de crédito está vinculada diretamente aos juros praticados.” O ministro responsabilizou as autoridades monetárias não só pelo resultado abaixo do esperado como por sacrificar as contas do país. “Eu responsabilizo as autoridades, que teriam de ter já iniciado um processo de redução dos juros do país. Os juros praticados, portanto, não se justificam. Na medida que você sacrifica, não somente empregos, está sacrificando as contas também, porque significa que a União tem de pagar mais juros. Ou seja, nós estamos queimando oportunidades de geração de emprego, queimando oportunidades de ter as contas mais saudáveis.” O saldo positivo foi registrado em 23 dos 27 estados brasileiros, com destaque para São Paulo, com 50 mil empregos criados, seguido de Minas Gerais (26 mil), e Espírito Santo (13 mil). O setor de serviços apresentou o maior crescimento, de 54% no mês. Um saldo de 83 mil vagas, seguido da construção civil, com 27 mil. Completam a lista, a agropecuária, com 19 mil novos postos, e comércio e indústria, com abertura de 15 mil vagas. Em um recorte por gênero, o Caged do mês de maio revela que foram gerados 65 mil postos de trabalho para mulheres e quase 90 mil para homens.

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