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Alagoas protesta contra a MP que eleva tributos

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CRISTINA LIMEIRA O Estado de Alagoas também entrou no movimento contra a Medida Provisória (MP) 232 que aumentou os impostos sobre prestadores de serviço e instituiu o Imposto de Renda (IR) na fonte para o setor agrícola. O objetivo é tentar barrar a aprovação do texto no Congresso Nacional. Hoje, representantes de entidades do setor de serviços, do comércio, da agricultura e da indústria se reúnem com deputados e senadores, em Brasília, para debater a MP. Eles entregarão pessoalmente aos novos presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) um manifesto de repúdio endossado, na ultima terça-feira, em São Paulo, por 1.111 entidades. Em Alagoas, as federações da Indústria, do Comércio e da Agricultura realizarão ato público no dia 4 de março, para debater com a sociedade civil o impacto da MP na economia alagoana. O encontro será realizado na Associação Comercial de Maceió, em Jaraguá, às 17 horas, e prevê reunir o maior número possível de pessoas para protestar contra a medida. O objetivo das entidades alagoanas é aproveitar a mobilização atual para pressionar a bancada federal do Estado a votar contra a MP no Congresso Nacional. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra, os parlamentares alagoanos já foram contatados por meio de ofício. Ele diz que até agora somente dois responderam ? ele não revela nomes ?, mas aposta na pressão popular para convencer os deputados e senadores a evitar que a proposta seja aprovada. Embora a classe empresarial considere que a eleição do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Câmara possa facilitar a derrubada da MP 232, o segmento prefere não confiar na sorte e ter de encarar o aumento dos impostos. ?Os pequenos agricultores e empresários não podem ser prejudicados pela vontade de tecnocratas que só pensam em majorar os tributos?, diz José Carlos Lyra, referindo-se à equipe do governo federal. José Carlos Lyra lembra que a MP conta com a rejeição da maioria dos parlamentares e que, com o novo quadro político que se desenhou depois da eleição de Cavalcanti na Câmara, ela tem chances de ser enterrada. Da MP 232, o presidente da Fiea só defende o artigo que corrige em 10% a tabela do Imposto de Renda, uma reivindicação das entidades que representam a indústria, a agricultura e o comércio.

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