Economia
EMPREGO NA ECONOMIA CRIATIVA DE ALAGOAS TEM A 4ª MAIOR ALTA DO PAÍS
No primeiro trimestre desta ano, o estado registrou um aumento de 20% no número de vagas em relação ao mesmo período de 2022
Alagoas registrou a quarta maior alta do Brasil no número de trabalhadores no setor da economia criativa no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados do Observatório Itaú Cultural divulgados nessa segunda-feira (10). De acordo com o levantamento, a alta aferida no estado foi de 22%. Os maiores aumentos foram registrados no Maranhão e em Goiás, com alta de 29%.
Os números de Alagoas mostram que o estado conta com 46.125 trabalhadores do setor da economia criativa. Esses números são referentes ao 1° trimestre, e são os mais atualizados. No mesmo período de 2022 eram 37.754 trabalhadores. Ou seja, na passagem de um ano, foram criadas 8.371 novas vagas. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior o incremento foi de 2.486 vagas.
Em todo o País, no primeiro trimestre de 2023 a economia criativa registrou um aumento de 2% (equivalente a 123 mil postos de trabalho) em seu nível de emprego em comparação com o primeiro trimestre de 2022, o que indica relativa estabilidade após um período de leves oscilações trimestrais e apesar da recente queda no nível total em relação ao último trimestre de 2022.
No quesito regional, entre o primeiro trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2023, observa-se crescimento expressivo do emprego na economia criativa em Goiás (64.808), Paraná (48.017) e Maranhão (21.987). Estes dois últimos provavelmente foram puxados pelo setor de Artesanato, um dos principais nos dois estados.
No geral, houve um aumento de 8% (59.494) nos postos de trabalho para os especializados da Cultura e um aumento de 17% (106.898) para os especializados da Tecnologia. Por outro lado, as maiores reduções no número de postos de trabalho foram observadas entre os trabalhadores especializados do Consumo, com uma queda de 48% (-49.685), seguidos pelos trabalhadores incorporados, com uma queda de 1% (20.264).
A taxa de variação no emprego da economia criativa mostrou-se próxima à do total da economia brasileira. No primeiro trimestre de 2023, o emprego total na economia brasileira apresentou crescimento de 3% (equivalente a 2,5 milhões de postos de trabalho) em comparação ao primeiro trimestre de 2022, apresentando também pequenas oscilações entre os trimestres observados. Em relação ao último trimestre de 2022, houve uma variação negativa, com uma queda de 2% (equivalente a 1,5 milhões de empregos) no total de postos de trabalho da economia brasileira.
Quanto ao tipo de vínculo de trabalho, observa-se que tanto o segmento formal quanto o informal da economia criativa tiveram leve crescimento nos postos de trabalho entre o 1º trimestre de 2022 e o 1º trimestre de 2023, 86.272 (4%) e 36.953 (3%), respectivamente, porém também com uma queda entre o final de 2022 e o início de 2023: - 207.212 trabalhadores formais (-4%) e -82.873 trabalhadores informais (-3%).
Ao segmentar os trabalhadores incorporados, especializados e de apoio nas categorias formal e informal, constata-se que apenas os segmentos de trabalhadores incorporados formais e trabalhadores de apoio informais tiveram uma queda entre o primeiro trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2023, com variações de -26.480 (-2%) e -45.365 (-5%), respectivamente.
??Segundo o levantamento, a economia criativa revela desigualdades, tanto em termos de gênero quanto de raça, com salários mais baixos para mulheres e trabalhadores negros. O perfil dos trabalhadores é semelhante ao da economia brasileira, com maior participação masculina. A presença de trabalhadores brancos é predominante, enquanto a participação de trabalhadores negros é menor que a média nacional. Os salários médios dos trabalhadores pretos e pardos são cerca de 40% menores em relação aos dos trabalhadores brancos.
O emprego na economia criativa possui alta concentração de trabalhadores autodeclarados brancos, comportamento que se mostra constante desde o primeiro ano da série histórica em apreço. Em média, no período, 58% dos trabalhadores da economia criativa se autodeclaram brancos, 32% pardos, 8% pretos e 2% de demais grupos, como amarelos e indígenas.