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Nº 5751
Economia

Farinha de trigo deve ter reajuste de at� 15%

São Paulo – O Sindicato da Indústria do Trigo do Estado de  São Paulo prevê um aumento  de 10% a 15% no preço da farinha de trigo por causa do reajuste de 15% no preço do trigo  argentino. O presidente do sindicato, Ricardo Ferraz, atribuiu a alta de preç

Por | Edição do dia 27/04/2002 - Matéria atualizada em 27/04/2002 às 00h00

São Paulo – O Sindicato da Indústria do Trigo do Estado de  São Paulo prevê um aumento  de 10% a 15% no preço da farinha de trigo por causa do reajuste de 15% no preço do trigo  argentino. O presidente do sindicato, Ricardo Ferraz, atribuiu a alta de preço ao fato de a Argentina ser hoje o principal fornecedor ao Brasil, respondendo por 96% das importações. O presidente da Associação Brasileira de Trigo (Abitrigo), Roland Guth, disse ontem que cada moinho tem sua política de preços, sem interferência do sindicato. No entanto, lembrou, o período é de entressafra para o trigo e os preços da farinha acompanham as variações da matéria-prima. A indústria moageira pediu a liberação da Tarifa Externa Comum (TEC) de 11,5% que incide sobre o trigo comprado de outros países fora do Mercosul, mas a medida foi descartada pelo governo. Os moinhos, porém, insistem na liberação de novas fontes de abastecimento de trigo. Hoje, para as importações de trigo, o Brasil tem acordo fitossanitário somente com os países do Mercosul, Estados Unidos e Canadá. O sindicato da indústria paulista quer a liberação das importações de trigo da Alemanha, França, Ucrânia e Cazaquistão. “É um absurdo que possamos importar massas e biscoitos da Itália e da Bélgica e não o trigo de países europeus”, diz Ferraz.

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