Economia
Arrecada��o cresce 5,73% e chega a R$ 32 bi em janeiro
A arrecadação de impostos e tributos somou em janeiro R$ 31,99 bilhões em janeiro, um crescimento real - já descontada a inflação - de 5,73% na comparação com o mesmo mês de 2004. Essa é a segunda maior arrecadação para um único mês. O resultado fica abaixo apenas do alcançado em dezembro (R$ 32,809 bilhões). Para o secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, esse aumento deve-se ao ?melhor desempenho da economia?. Esse aumento é reflexo principalmente do desempenho de 2004. Segundo o secretário, os fatos geradores - como as vendas do comércio - do tributos recolhidos em janeiro ocorreram em dezembro. A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o imposto de renda foram, em valores absolutos, os tributos que mais contribuíram para a arrecadação de janeiro. Só a quantia arrecadada com a Cofins cresceu 22,67% e chegou a R$ 7,669 bilhões. Desde fevereiro de 2004 a alíquota da Cofins subiu de 3% para 7,6% - um aumento de mais de 153,3%. Com o aumento da alíquota, terminou a cumulatividade do tributo, que incidia sobre todas as etapas de produção. Em maio, o tributo passou a incidir também sobre produtos importados. O imposto cobrado sobre a renda de pessoas e empresas caiu 6,48% e somou R$ 10,281 bilhões. Em janeiro, a arrecadação do Imposto sobre Produção Industrial (IPI) foi o que mais cresceu - 43,9% - e somou R4 2,168 bilhões. Em relação ao mês de dezembro, a arrecadação de impostos em janeiro caiu 2,5% ?também já descontado o efeito da inflação. Isso ocorreu porque o volume de vendas em dezembro é maior, o que influencia a arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Cofins.