Avanço
AL: CONSUMO DE ENERGIA NO MERCADO LIVRE CRESCE 16%
Alagoas registrou alta de 16% no consumo de energia do mercado livre, de janeiro a maio deste ano na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, de acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Nesta modalidade de consumo de energia é dado ao consumidor o poder de negociar com o fornecedor e escolher de quem comprar eletricidade. Isso vale tanto para o ambiente doméstico, como empresarial.
Foi observada alta em 22 Estados brasileiros e no Distrito Federal. O crescimento médio foi de 15,8%. Houve queda na Paraíba (-1,5%), em São Paulo (-0,2%) e, com destaque, em Pernambuco, onde recuou 6,2%. Não há dados de Roraima porque o Estado não é integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
As atividades de saneamento, comércio e serviços ajudaram a aumentar o consumo de energia do mercado livre nos Estados. “O aumento da tarifa no mercado regulado também explica o crescimento da migração e do consumo”, afirma Bernardo Sicsú, vice-presidente de estratégia e comunicação da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).
No ranking da entidade, Pará e Minas Gerais despontam com a maior participação do mercado livre no consumo total de energia, com 57% e 53%, respectivamente. Maranhão com 45%, Paraná com 43%, São Paulo com 39% e Espírito Santo e Santa Catarina com 38%, cada, aparecem depois. No total de energia consumida do mercado livre nos primeiros cinco meses do ano, São Paulo absorveu 6.811 megawatts médios (MWmed), Minas Gerais somou 3.997 MWmed, Paraná atingiu 1.865 MWmed e o Pará registrou 1.648 MWmed.
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“O mercado livre está presente em quase todos os Estados e deve se expandir mais ainda quando deixar de ser restrito aos grandes consumidores”, diz Matheus Andrade, presidente da Thunders Consultoria, que elabora um ranking das maiores comercializadoras por volume de energia vendido.
No mercado livre há 1.764 unidades consumidoras em 23 Estados, mas o foco está no potencial de mais de 170 mil novas unidades com a mudança das regras. “Vamos trabalhar com um terço disso. Daria umas 60 mil novas unidades”, afirma Kleberson Luiz da Silva, superintendente de mercado e planejamento de energia da Copel Mercado Livre.
“Estamos nos preparando para o novo consumidor apostando na digitalização, na eficiência e na diversificação de portfólio de geração”, diz Eduardo Diniz, diretor de comercialização de energia da Auren. A empresa nasceu da integração dos ativos de energia da Votorantim e do CPP Investments. Opera com uma matriz limpa e uma das maiores capacidades instaladas do país: 3,0 gigawatt (GW). Em abril ficou em segundo lugar no ranking das comercializadoras de energia do mercado livre da Thunders Consultoria, com a venda de 2.788 MW, um crescimento de 9,17% em relação a março.