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Cooperativas de AL podem receber R$ 33 mi

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PATRYCIA MONTEIRO As cooperativas habitacionais e associações pré-selecionadas pelo Programa de Crédito Solidário do Ministério das Cidades têm até o dia 31 de março para apresentar os seus projetos de engenharia e arquitetura para receber os recursos previstos pelo programa. Em Alagoas, quatro entidades tiveram seus projetos pré-aprovados: a Central de Movimentos Populares de Alagoas, a Associação dos Pequenos Agricultores do Estado de Alagoas, a União do Movimento de Moradia em Alagoas e o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu. Se todas conseguirem obter aval positivo do ministério nesta nova etapa, 600 famílias serão beneficiadas pelo programa, somando R$ 33,95 milhões em recursos enviados para o Estado. Depois de entregues os projetos, a proposta será analisada pela Caixa Econômica Federal, que fará a liberação dos recursos em até 40 dias. No Brasil, o Programa de Crédito Solidário vai destinar R$ 444 milhões para financiar a construção de 45 mil moradias para famílias com renda de até 5 salários mínimos por mês. ?Mas nossa prioridade é atingir as famílias com renda de até 3 salários mínimos, nas quais mais se observa um alto nível de défict habitacional no País?, diz Daniel Nolasco, gerente de projetos do ministério. ?Alagoas foi um dos estados que menos apresentaram propostas. Mas selecionamos todos os projetos enviados?, afirma Nolasco. O Ministério das Cidades, diz ele, pretende fazer uma nova chamada pública para o programa, mas ainda não tem uma data definida. Pelo programa, as famílias podem fazer financiamento da casa própria em 240 parcelas fixas, sem juros. A maioria das cooperativas, inclusive de Alagoas, buscou parceria com administrações públicas municipais e estaduais para adquirir o terreno para as futuras construções. Nesses casos, por não poderem oferecer o terreno como garantia de empréstimo, o ministério criou o Fundo Garantidor, um mecanismo de acréscimo de 19,85% no valor das parcelas, que é devolvido com juros e correção aos mutuários adimplentes. Esse valor é inferior ao seguro de crédito do mercado, que corresponderia mais ou menos a 35%. ?Na prática, as famílias que financiarem R$ 10 mil, por exemplo, pagariam R$ 45 por mês pelo financiamento de 240 meses. Com o acréscimo, o valor subiria para R$ 11,9 mil, em prestações de R$ 53. Só que, em 140 parcelas pagas, o financiamento é quitado?, explica Nolasco.

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