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Comércio exterior

BALANÇA COMERCIAL DE AL ACUMULA SUPERAVIT DE MAIS DE R$ 710 MI

Os dados mostram que as exportações alagoanas no ano somaram R$ 2,605 bilhões, enquanto as importações atingiram R$ 1,895 bilhão

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O açúcar continua sendo o principal produto de exportação de Alagoas, segundo ministério
O açúcar continua sendo o principal produto de exportação de Alagoas, segundo ministério -

A balança comercial de Alagoas, que é a diferença entre exportações e importações, acumula superavit de mais de R$ 710 milhões nos sete primeiros meses deste ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados no último dia 4 deste mês. O açúcar continua sendo o principal produto de exportação de Alagoas.

Os dados mostram que as exportações alagoanas somam R$ 2,605 bilhões. Já as importações somam R$ 1,895 bilhão. O estado é o 20º no ranking nacional de exportações e o 21º no ranking nacional de importações. Tanto nas importações quanto nas exportações, a participação de Alagoas no total nacional é de 0,3%.

O principal país de destino das exportações alagoanas nestes sete primeiros meses de 2023 é a Romênia (14%), seguido por China (13%), Estado Unidos (11%), Uzbequistão (8,7%), Reino Unido (8,6%) e Finlândia (8%).

Quando o assunto é importação, a maioria das compras de Alagoas é oriunda da China (46%). Em segundo lugar aparece o Chile (9,8%), seguido de Estados Unidos (9,1%), Argentina (4,1%), Rússia (2,6%) e Kong Kong, Marrocos e Itália, com 2% cada um.

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O açúcar é disparado o principal produto de exportação de Alagoas, correspondendo a 72% do que é exportado. Em seguida aparece o minério de cobre, com 25% de participação. O tabaco responde por 1,3% do que é exportado.

Quando o assunto é importação, os adubos liberam com 6,8% de participação, seguidos por equipamentos de telecomunicações (4,7%), produtos da indústria de transformação (4,3%) e malas e pastas de viagem, com 3,9%.

Em nível nacional, a balança comercial fechou julho com superavit de US$ 9,035 bilhões. O resultado é o melhor para meses de julho e representa alta de 68,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, pelo critério da média diária.

Com o resultado de julho, a balança comercial encerrou os sete primeiros meses do ano com superávit acumulado de US$ 54,1 bilhões, resultado recorde para o período desde o início da série histórica, em 1989.

Em relação ao resultado mensal, o recorde ocorreu apesar de tanto as exportações como as importações terem caído em julho. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 29,062 bilhões para o exterior, queda de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2022 pelo critério da média diária. As compras do exterior somaram US$ 20,027 bilhões, recuo de 18,2% pelo mesmo critério.

Do lado das exportações, a queda das commodities (bens primários com cotação internacional) foi a principal responsável pela retração. Após baterem recorde no primeiro semestre do ano passado, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, as commodities recuaram nos últimos meses, provocando a retração nas vendas externas. A safra recorde de grãos contribuiu para segurar a queda nas exportações.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 14,1%, enquanto os preços caíram 14,2% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada caiu 2,7%, mas os preços médios recuaram 14,8%.

Ao comparar o setor agropecuário, a safra recorde de grãos pesou mais nas exportações. O volume de mercadorias embarcadas subiu 26,7% em julho na comparação com o mesmo mês de 2022, enquanto o preço médio caiu 18,7%. Na indústria de transformação, a quantidade subiu 1,9%, com o preço médio recuando 6,3%. Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 31,5%, enquanto os preços médios caíram 26%.

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