Combustíveis
NOVO REAJUSTE ELEVA PREÇO DA GASOLINA PARA ATÉ R$ 5,94
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O preço médio do litro de gasolina vendido em Alagoas pode chegar a R$ 5,94 a partir de hoje, tendo em vista o aumento anunciado nessa terça-feira (15) pela Petrobras e que começou a valer nesta quarta-feira (16). O aumento é de R$ 0,41 por litro. Em Alagoas, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do litro da gasolina fechou a semana passada em R$ 5,53.
O aumento anunciado pela Petrobras vale para as distribuidoras, que, por sua vez, repassam a gasolina para os postos. A gasolina vendida pela estatal é a tipo A, um tipo puro de gasolina, sem acréscimo de outro combustível. Quando a gasolina chega na distribuidora ela pode ser misturada com álcool e ganha outras nomenclaturas, como comum e aditivada. Esse mistura segue regras estipuladas pela ANP. Ou seja, na prática, quando o consumidor compra gasolina no posto, não compra a gasolina tipo A da Petrobras.
Considerando os preços pesquisados pela ANP e o aumento que começa a valer hoje, o menor preço cobrado por litro de gasolina em Alagoas deve ser de R$ 5,73. Já o valor mais caro deve ser de R$ 6,70. A gasolina A será vendida para as distribuidoras a R$ 2,93 por litro.
A estatal também anunciou aumento de R$ 0,78 por litro do diesel para as distribuidoras. Com isso, o valor passará a ser de R$ 3,80 por litro. Em Alagoas, esse aumento de elevar o preço médio do diesel para R$ 5,66, podendo chegar a R$ 5,42.
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A Petrobras destaca que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda.
“Importante esclarecer que a implementação da estratégia comercial, em substituição à política de preços anterior, incorporou parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação. Em um primeiro momento, isso permitiu que a empresa reduzisse seus preços de gasolina e diesel e, nas últimas semanas, mitigasse os efeitos da volatilidade e da alta abrupta dos preços externos, propiciando período de estabilidade de preços aos seus clientes”, diz a empresa em nota.
No entanto, segundo a petrolífera, a consolidação dos preços de petróleo em outro patamar, e estando a Petrobras no limite da sua otimização operacional, incluindo a realização de importações complementares, torna necessário realizar ajustes de preços para ambos os combustíveis, dentro dos parâmetros da estratégia comercial, visando reequilíbrio com o mercado e com os valores marginais para a Petrobras.
A companhia afirma que na formação de seus preços busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preserva um ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente.