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Juros m�dios cobrados por bancos em janeiro foram os maiores em 14 meses

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A taxa de juros média cobrada pelas instituições financeiras das pessoas físicas e de empresas atingiu em janeiro o valor mais alto desde novembro de 2003. O spread bancário também teve alta significativa, relacionada a fatores sazonais, informou o Banco Central (BC) ontem. A taxa de juros média em janeiro foi de 46,8% ao ano, frente a 45 % em dezembro e a 48% em novembro de 2003. ?O encarecimento do crédito está relacionado ao comportamento da Selic e ao incremento da demanda por modalidades mais caras, em meio ao crescimento sazonal de gastos com educação e tributos?, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. No mês passado, a Selic subiu 0,50 ponto, para 18,25 por cento ao ano na quinta alta consecutiva, e a perspectiva era de novas elevações. A taxa está atualmente em 18,75 por cento. ?As famílias estão buscando outras modalidades de crédito, com prazos mais curtos e taxas mais elevadas?, afirmou Lopes a jornalistas. A expectativa é de que em março haja uma retração desse movimento. O spread, que mede a diferença entre os custos de captação dos bancos e o dos empréstimos, atingiu 28,5 pontos percentuais em janeiro, contra 27,2 pontos em dezembro. Segundo Lopes, o movimento reflete uma alta da inadimplência - que chegou a 7,3%, ante 6,9% em dezembro - associada ao crescimento sazonal da demanda. O volume das operações de crédito cresceu 1,3% em janeiro em relação a dezembro, para R$ 491,17 bilhões. Os financiamentos com recursos livres para as pessoas físicas foram os que mais subiram, em 3,3%. O crédito foi um dos fatores que impulsionaram o lucro dos bancos no final de 2004. No caso do Bradesco, o maior banco privado brasileiro, por exemplo, um terço dos mais de R$ 3 bilhões do lucro em 2004 veio do crédito. O estoque do crédito com pagamento mediante desconto em folha somou R$ 12,64 bilhões em janeiro, frente a R$ 12,42 bilhões em dezembro, segundo levantamento do BC feito com base em uma amostra de 13 bancos que respondem por cerca de 80% do crédito pessoal do mercado.

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