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Desemprego sobe, mas renda melhora em janeiro

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O desemprego no Brasil aumentou em janeiro devido à desaceleração da atividade econômica após as festas de Natal e ano-novo e à demissão de trabalhadores temporários. Ainda assim, a taxa foi a segunda menor da série histórica. O desemprego subiu para 10,2 por cento, comparado com 9,6% em dezembro, atingindo 2,2 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ?Era normal se esperar um aumento em função da saída do mercado de trabalho de trabalhadores temporários. Além disso, há menos feriados em janeiro do que em dezembro e, portanto, as pessoas estariam (em janeiro) tomando iniciativa para procurar emprego, o que aumenta o número de desempregados?, disse Cimar Pereira, técnico do IBGE, nessa sexta-feira. A variação de janeiro foi a segunda menor da série histórica iniciada em março de 2002, perdendo apenas para a leitura de dezembro. Isso, segundo Pereira, junto ao forte crescimento econômico visto no fim do ano passado, sugere que o emprego deve ter melhor início de ano que em 2004 - quando o desemprego chegou em março ao recorde de 13,1%. ?A expectativa é de que o desemprego suba nos próximos dois ou três meses (por um movimento sazonal), mas não na mesma magnitude do início de 2004, já que o segundo semestre de 2004 foi muito melhor que o segundo semestre de 2003 (para a economia).? O número de pessoas ocupadas caiu 1,4% sobre dezembro, totalizando 19,5 milhões, mas cresceu 4,1% ante janeiro de 2004. O número de desocupados aumentou 5% em relação ao mês anterior e caiu 10,9% ante janeiro passado. O rendimento médio real do trabalhador atingiu R$ 919,80 em janeiro, alta de 2,2% tanto em relação a dezembro como ante igual mês de 2004. Foi a maior variação percentual desde maio de 2002, mas a alta deveu-se, sobretudo, à saída do mercado dos trabalhadores temporários, que costumam ganhar menos e puxam a renda média para baixo. Pereira destacou, ainda, o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada, de 3,9% em relação a janeiro de 2004. O número de empregados sem carteira subiu 8,1%. Entre as regiões do País pesquisadas, a única a registrar queda na desocupação foi Rio de Janeiro, onde a taxa passou de 8,5% em dezembro para 7,4%. Em São Paulo, a taxa subiu de 9,8 para 11,1%.

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