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Anatel estuda licita��es para celular de 3� gera��o

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A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informou esta semana que estuda fazer licitações, em agosto, para a venda de licenças do telefone celular de terceira geração, o 3G, cuja tecnologia permitirá a transmissão de dados, voz e imagem em alta velocidade. A iniciativa do órgão regulador foi duramente criticada pelo presidente do grupo Telemar, Ronaldo Iabrudi. Em entrevista, no Rio de Janeiro, o executivo qualificou a licitação de inadequada e inoportuna, porque, segundo afirmou, as empresas de telefonia móvel instaladas no Brasil ainda não amortizaram investimentos feitos na implantação das redes com tecnologia GSM. A Anatel não quis responder às críticas da Telemar. O executivo lembrou que as telefônicas gastaram bilhões de dólares na Europa na compra de licenças para o 3G e acabaram devolvendo as autorizações. Ele disse que a Anatel não consultou as empresas sobre a conveniência de fazer as licitações em agosto. O edital de licitação deverá ficar pronto em junho e a assinatura dos contratos está prevista para ocorrer até dezembro. Segundo a Anatel, os estudos estão na esfera técnica e ainda não foram submetidos ao conselho diretor. Pela proposta, poderiam participar da licitação tanto as atuais operadoras quanto novos investidores. A última licitação de telefonia celular (para a GSM) ocorreu em setembro. Na ocasião, a agência tentou vender licenças para Minas, São Paulo e seis Estados do Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte). Só as de MG despertaram interesse. O cronograma da nova licitação foi apresentado pela Anatel para investidores em um evento sobre celulares 3G em Cannes, na França, na quinta-feira passada. Segundo informações extra-oficiais, o objetivo da Anatel é atrair novos investidores para o mercado e, para isso, o preço não seria o principal balizador do leilão, mas os critérios. A agência já estaria programando visitas ao exterior para atrair investidores. Para a Telemar, a disposição da Anatel de vender as licenças por preço baixo não torna o negócio necessariamente atrativo. A tele disse que desistiu, por duas vezes, de comprar licença de telefonia celular em São Paulo. ?O problema não é o preço, mas o custo de implantação da rede. Tem muito negócio que não interessa nem de graça?, disse Iabrudi. Ele defendeu que o governo deve priorizar a implantação de telefones fixos nas localidades que não dispõem do serviço, ao invés de estimular a implantação de novas redes de telefonia móvel. Segundo ele, na área de concessão da Telemar (16 estados nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste), há 4 mil localidades sem telefone, que terão de ser atendidas pela empresa neste ano. Na avaliação do executivo, o prazo razoável para as licitações do celular de terceira geração seria cinco anos. O presidente da Oi (empresa de telefonia celular do grupo Telemar), Luiz Eduardo Falco, também criticou a iniciativa da Anatel, afirmando não ver necessidade para pressa na implantação de redes de terceira geração. ?Primeiro, há que se desenvolver conteúdo para Internet em banda larga. É preciso ver se vale a pena arcar com um grande custo para entrar nesse segmento agora, ou se devemos esperar as coisas acontecerem na velocidade que o mercado suporta?, declarou. Outras empresas de telefonia disseram que só vão comentar depois de conhecer os termos da proposta.

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