Economia
Receita com exporta��o cresce, mas �Alagoas perde posi��o para Paran�
Com preços internacionais altos, naturalmente houve um incremento na receita das exportações do setor sucroalcooleiro alagoano. Segundo o relatório sobre a balança comercial dos estados brasileiros, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2004 a agroindústria canavieira de Alagoas encerrou o ano com US$ 415 milhões de faturamento com as vendas para o mercado externo, contra um resultado de US$ 315 milhões registrados em 2003 ? um crescimento de 24%. Só para se ter uma idéia, a cotação da tonelada do açúcar VHP, em 2003, girou em torno de US$ 140. Ano passado, o mesmo produto ficou cotado a US$ 190 ? uma alta de 26%. O álcool, por sua vez, teve uma valorização de 15%, saltando de US$ 220 o preço do metro cúbico em 2003 para US$ 260, em 2004. ?Mesmo adicionando as perdas com o câmbio e a inflação, houve um incremento na receita de 17%, em valores nominais, e de 9% em valores reais, no geral?, diz o empresário José Ribeiro Toledo Filho. Segundo ele, a elevação do preço do petróleo no mercado externo ? a cotação do barril subiu de US$ 25 para US$ 45 ao longo de 2004 ? viabilizou a substituição do álcool industrial, derivado do petróleo, pelo álcool sintético, derivado de cana. Assim, o álcool alagoano ganhou mais espaço nos mercados do Japão, Coréia e Nigéria. Outra novidade positiva foi o aumento da demanda de álcool carburante nos EUA, Suécia e Alemanha por causa do acordo ambiental fechado com o Protocolo de Kyoto. Esses países estão adicionando álcool à composição da gasolina ? tal qual faz o Brasil. Entretanto, Toledo acredita que Alagoas não tem muito mais como expandir em volumes de exportação daqui para frente, já que os empresários do setor pretendem continuar destinando 70% da sua produção para o mercado externo e mais os 30% para o mercado interno regional. ?Toda a fronteira agrícola de Alagoas está ocupada por cana. Este ano, o estado ficou com a terceira posição no ranking dos maiores produtores do Brasil, perdendo posição para o Paraná ? que fechou sua safra com 30 milhões de toneladas ? e assim deve permanecer daqui para frente?, afirma. (PM)