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Safra 2005/2006: seca e d�lar podem interferir no resultado

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PATRYCIA MONTEIRO Os efeitos da desvalorização do dólar, que desde janeiro tem mantido cotação média de R$ 2,60, ainda não tiveram interferência significativa na safra 2004/2005. Os únicos empresários afetados foram aqueles que fizeram suas últimas operações de exportação no mês de janeiro. Mas, para as exportações de 2005/2006, o patamar atual de preço da moeda americana começa a preocupar os empresários do setor sucroalcooleiro alagoano, que destina 70% da sua produção para o exterior. ?Não podemos redirecionar nossa produção para o mercado nacional, por exemplo, pois a oferta interna aumentaria, fazendo com que os preços do açúcar e do álcool despencassem no Brasil?, diz Marcelo Toledo, diretor agrícola da Usina Capricho. Outro aspecto preocupante, na sua opinião, é a estiagem prolongada. Por causa dela e da ausência da irrigação natural da chuva, o desenvolvimento da cana-de-açúcar em si fica prejudicado. ?Já podemos dizer que, se não chover em poucos dias, a safra de 2005/2006 apresentará perdas maiores de produção que a de 2004/2005?, afirma Marcelo Toledo. Em consonância, o diretor da Usina Roçadinho, Cid Sampaio Neto, também acredita numa redução de safra em 2005/2006, mas acha precipitado fazer estimativas sobre percentual de quebra. ?No início da safra 2004/2005, esperávamos uma colheita de 1,45 milhão de toneladas de cana. Mas tivemos resultado 7% menor dos que as nossas expectativas por causa da seca. Por outro lado, esse resultado ainda foi maior do que o desempenho da safra 2003/2004, por causa dos investimentos que realizamos no aumento do plantio e na irrigação?, explica.

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